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quinta-feira, 2 de abril de 2026

Reunião no Sindicato Rural busca saídas para salvar lavouras em Amambai

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29/12/2011 16h29 – Atualizado em 29/12/2011 16h29

Reunião no Sindicato Rural busca saídas para salvar lavouras e pastagens em Amambai

Fernanda Moreira / Da Redação

Uma reunião realizada nesta quinta-feira (29), na sede do Sindicato Rural de Amambai, envolvendo a diretoria da entidade, engenheiros agrônomos, coordenadoria da Defesa Civil de Amambai e secretaria de Agricultura do município, teve o objetivo de buscar alternativas para salvar as lavouras e pastagens de Amambai neste período de estiagem.

A saída apontada pelos membros do Sindicato Rural e representantes dos produtores rurais do município foi a de pedir a decretação de um estado de emergência na cidade, o que daria para os produtores um prazo a mais para que pudessem renegociar suas dividas com os bancos e cooperativas.

Para o vice-presidente do Sindicato Rural, Erny da Silva Agostini, o problema enfrentado tanto por produtores quanto criadores de gado no município é a indefinição do tempo, pois o produtor planta, baseado em previsões que se mostram falhas.

Estiveram presentes na reunião o vice-presidente do Sindicato Rural, Erny da Silva Agostini, e representantes das cooperativas de Amambai, Coopersa, Coamo, Lar e C-Vale. Também participaram o engenheiro agrônomo da Planar, Adson Martins, o técnico agrícola do Protec, Sérgio Costa Curta, o coordenador da Defesa Civil do município, sargento bombeiro Wilson Vicente Ferreira e o secretário de Agricultura de Amambai, Silvaljunho da Silva Amaral.

O coordenador da Defesa Civil de Amambai, Wilson Vicente Ferreira, explicou aos presentes o que é necessário para que o município seja posto em estado de emergência devido à estiagem. “Para que seja decretado estado de emergência, é necessário que ao menos 5% de todo o PIB (Produto Interno Bruto) do município esteja condenado por causa da estiagem que prejudica os produtores; com isso, é também necessário que as áreas atingidas sejam mapeadas e catalogadas, com fotos das lavouras e todos os dados do agricultor”, explicou Wilson.

Segundo ele, o que mais dificulta para que seja acionado o pedido de estado de emergência é que a maior parte da lavoura de Amambai está sob seguro, sendo assim, os prejuízos do produtor são repassados às seguradoras, que negociam com os bancos e cooperativas. “É uma saída pedir o estado de emergência, pois dá tempo para o produtor e ele pode renegociar sua divida, mas caso a lavoura esteja segurada, fica automaticamente de fora da área onde será decretada a ajuda emergencial. É isso que os produtores precisam ter em mente ao pedir um estado de emergência, que ele traz benefícios, mas traz também problemas a longo prazo”, diz o coordenador.

De acordo com Sérgio Costa Curta, a previsão de colheita para Amambai é de 35 sacas de soja por hectare, o que, segundo ele, paga o custeio da lavoura, mas não os investimentos feitos pelos produtores. E isso, se tratando das lavouras de soja, sendo que o milho, segundo os agrônomos, não atinge 400 hectares de terra plantada no município.

“Nós estamos reunidos para pensar num plano eficiente para as lavouras de soja e também para a questão pecuária, que tem muito a perder com a seca também”, disse Erny Agostini. “As pastagens destinadas à pecuária foram ainda mais prejudicadas, pois tivemos uma geada bastante intensa no inverno, que já acabou com o solo e agora essa estiagem, dessa forma, os produtores param de comercializar o gado e deixam os animais no pasto”, completou Sérgio.

O que ficou resolvido nesta primeira reunião sobre o estado de emergência em Amambai é que, caso as previsões de chuvas para os próximos dias não se cumpram e a seca continue castigando as lavouras e pastos do município, será feito o levantamento de danos causados aos agropecuaristas, com a apresentações de fotos e todos os dados necessários para que seja protocolado o pedido de estado de emergência para a cidade.

Esse pedido será feito junto à Defesa Civil, que irá encaminhar todos os documentos até a prefeitura, de onde sai o pedido formal direto para o Ministério da Agricultura, em Brasília. Uma vez aprovado o estado de emergência na capital federal, este entra em vigor ao ser publicado no Diário Oficial da União, contendo todas as áreas que serão abrangidas e o total que será destinado para a ajuda.

Caso seja realmente homologada, esta será a quarta vez que Amambai pede ajuda em decorrência de condições climáticas desfavoráveis. Nos anos de 2003, 2004 e 2005, também foi instaurado o estado de emergência na cidade, sendo que nesses anos, a época critica ocorreu durante o mês de janeiro. É a primeira vez na história que os danos estão sendo contabilizados ainda no mês de dezembro.

Reunião contou com participação de representantes de cooperativas do município, Defesa Civil e secretaria de Agricultura de Amambai. Foto: Moreira Produções.

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