10/01/2012 14h36 – Atualizado em 10/01/2012 14h36
Fonte: Ufgd
As aulas só começam no final de fevereiro, mas dois estudantes já estão aproveitando ao máximo a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD). Os angolanos Jorge Gomes Lopes Barros e Antonino Abel Chivala Kamutali desembarcaram no Brasil no dia 3 de janeiro e logo vieram para Dourados.
Os jovens estão sendo beneficiados pelo Programa de Incentivo à Formação Científica de Estudantes de Moçambique e Angola (PFCM). O objetivo é oferecer aos estudantes a possibilidade de realizar pesquisas em outro país, sob a orientação de um pesquisador qualificado. Ao final de dois meses, os estudantes precisam apresentar um artigo com os resultados dos estudos.
O PFCM é mantido pelo Ministério das Relações Exteriores, que faz o custeio e emissão das passagens aéreas para que os alunos possam vir ao Brasil, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), que libera recursos para bolsa de iniciação científica e de despesas com a acomodação e alimentação dos alunos.
A UFGD disponibiliza professores para orientar os estudantes e o acesso a laboratórios e a sua estrutura acadêmica. Através do Escritório de Assuntos Internacionais (ESAI/UFGD), a universidade ainda faz o acolhimento desses estudantes, fazendo a sua recepção, apresentando-lhes a universidade, providenciando o alojamento, e ajudando de outras formas durante a estadia.
Grande expectativa
Jorge e Antonino estão no 3º ano do curso de Engenharia Agronômica, na universidade Jose Eduardo dos Santos. Vão desenvolver pesquisa de Iniciação Científica com os professores do curso de Agronomia, Lilian Bacchi e Luiz Carlos Ferreira de Souza.
Para os angolanos, essa viagem é mais do que uma experiência nova, é uma oportunidade. “O programa já começou há alguns anos, e nós víamos os melhores alunos sendo selecionados para participar. Quando fomos brindados com esta oportunidade, nem olhamos para trás”, conta Antonino.
Os jovens estão bastante focados nos estudos e, entre todas as novidades que podem encontrar e viver em um outro país, reservam grandes expectativas para sua área pesquisa. “O ponto principal é o estágio. Lá [em Angola] temos poucos implementos, e os laboratórios daqui são melhores que os nossos”, observa Jorge.

