13/01/2012 09h52 – Atualizado em 13/01/2012 09h52
Fernanda Moreira / Da Redação
As papelarias de Amambai já iniciaram suas campanhas de volta às aulas investindo em novidades para conquistar clientes e diminuir a concorrência criada entre lojas especializadas na venda de material escolar, contra outros estabelecimentos como mercados que também comercializam esses produtos.
Cadernos, lápis, canetas; o material faz parte do orçamento de toda família com filhos em idade escolar, já que é indispensável para os alunos. O governo do Estado distribui há dois anos um kit escolar com materiais básicos para os alunos da rede estadual, o que faz com que o movimento nas livrarias e papelarias diminua consideravelmente.
Na opinião de Milene Marques Martins Selhorst, da Livraria do Estudante, a concorrência com outros estabelecimentos, até certo ponto é bem vinda. “Com a concorrência entre nós e os mercados, temos que mostrar um diferencial, diversificar os produtos, oferecer um ótimo atendimento, pois as pessoas buscam o preço baixo, mas também qualidade” disse.
Já segundo Berenice Signori, proprietária da Barbarela esse é um dos fatores primordiais de queda nas vendas do setor de papelaria. A disputa quase desleal com o comércio do Paraguai e outros estabelecimentos que comercializam material escolar também contribuem para a baixa procura no mercado local.
Por isso, de acordo com ela, os investimentos em estoque para a volta às aulas estão menores. “Nós optamos por trabalhar com material básico e investir mais em mochilas, diminuindo o investimento em cadernos, canetas, até porque, o governo do estado irá distribuir kits escolares para os alunos”, diz Berenice.
Listas escolares
Todos os anos, as escolas elaboram uma lista de materiais que serão utilizados ao longo do ano pelos alunos. A lista geralmente é passada às livrarias para facilitar a escolha dos pais pelos itens mais em conta. De acordo com Berenice, em 2012, as listas ainda não foram passadas e em algumas escolas, ainda não foram elaboradas. “Houve a procura pelas listas nas escolas, mas elas estão aguardando os kits que serão entregues pelo governo para então montar a lista com os itens que estão faltando. Mas nós nos pautamos pelas listas de anos anteriores, até porque, os itens não mudam muito”, diz a empresaria.
A Gráfica e Papelaria Modelo não recebe as listas de material escolar das escolas, mas os próprios pais levam suas listas e a papelaria monta os kits com os itens necessários. “Muitos pais de alunos deixam suas listas aqui para que sejam montados os kits de material. Claro que os pais fazem pesquisas de preços, orçamentos e procuram as novidades”, conta a atendente Ariely Celli.
Qualidade com preço acessível
Quando o início das aulas se aproxima, os pais procuram comprar todo o material necessário para seus filhos. Porém, nesse momento surge a dúvida, o que é mais barato e não pesa no orçamento é de qualidade? Nas livrarias de Amambai, preço acessível e qualidade andam juntos.
Para Ariely, da Gráfica e Papelaria Modelo, não existe apenas um perfil de comprador. “Cada comprador é de uma forma, uns procuram qualidade, não importando o preço, geralmente buscam marcas famosas. Outros já tentam encaixar todos os materiais necessários no orçamento, pra isso, fazem pesquisa de preços e analisam os itens”, explica ela.
Já a proprietária da Barbarela, Berenice diz que os pais ainda preferem comprar o material de seus filhos no Paraguai, o que não gera lucro e não movimenta o mercado local. “É um equivoco achar que o Paraguai é mais em conta do que aqui, até porque, quando você vai pro Paraguai, tem gastos com combustível, alimentação, então não é vantagem deixar de comprar os materiais escolares no comércio local para comprar no Paraguai”, comenta Berenice.
Faltando menos de um mês para o início das aulas na rede de ensino de Amambai, o apelo dos comerciantes de Amambai é que os pais dos alunos façam suas compras de material escolar no comércio local, pois isso gera empregos e aquece a economia, já que esse setor é um dos que mais trabalham no começo do ano.



