24/01/2012 14h58 – Atualizado em 24/01/2012 14h58
“Denúncia de maus tratos no Lar do Idoso não é procedente”, dizem diretoria e familiares
Da Redação
Editoria
Segundo Eliane Resende, Solidônio Barbosa Coelho, 67 anos, não teve cuidados adequados e veio a falecer na última quinta-feira, 18. Ele estava residindo no Lar do idoso Frei Fabiano de Cristo, instituição filantrópica de assistência aos idosos de Amambai, há aproximadamente dois meses. Eliane é sobrinha de Solidônio.
Para formalizar sua queixa, ela registrou Boletim de Ocorrência na Delegacia de Polícia Civil de Amambai no dia 19. Eliane relatou que seu tio estava bem de saúde, mas precisava de cuidados especiais, pois é diabético e não tomava banho sozinho.
Ainda segundo Eliane, quando ela foi visitá-lo na quinta-feira, 18, verificou que ele estava em coma, que não comia, não bebia nem falava mais. Foi então que ela providenciou a internação de Solidônio. Ele faleceu nesta mesma data, à noite.
Outra versão
A história tem outra versão. Para a presidente do Lar do Idoso, Lourdes Ciarini, e também para uma das irmãs de Solidônio, Ramona Coelho de Mascarenhas, a denúncia não é procedente.
Segundo Lourdes Ciarini, quando Solidônio chegou ao Lar ele estava com a saúde muita comprometida. “A situação que estava este idoso na casa … ele estava com o joelho em carne viva … tinha até bicho na cama, um mau cheiro de urina muito ruim”, conta ela.
Lourdes fala ainda que, por conta da diabetes, o pé dele estava muito prejudicado. “O médico mandou amputar o pé e a família não quis (…) ele foi ficando fraco e ficou com pneumonia”, diz Lourdes. Ela contesta a denúncia da sobrinha: “Falta de médico, de assistência, não teve; inclusive dávamos banho nele na cama, pois ele não podia mais andar”.
Além da assistência em vida, o Lar do Idoso paga assistência funeral e os familiares não têm nenhuma outra preocupação com o falecimento de um morador da instituição. “Desde a hora que fiquei sabendo do falecimento do senhor Solidônio, por volta das 20 horas até mais ou menos a meia noite da quinta-feira, nós ficamos envolvidos”, fala Lourdes Ciarini, que é voluntária do Lar do Idoso há mais de 15 anos dedicando a maior parte de sua vida aos idosos que moram na instituição.
A versão de Eliane também é contestada por uma tia sua. Ramona Coelho de Mascarenhas é irmã de Solidônio e acompanhou-o em seus últimos meses de vida.
“Eu acho que o Lar é uma bênção para os velhinhos, eles estão muito bem cuidados (…) meu irmão teve os momentos muito bons; eu estive lá e vi como ele era bem atendido”, contrapõe Ramona.


