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Paralisação de professores encerra com estudo sobre Plano Nacional de Educação

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16/03/2012 16h56 – Atualizado em 16/03/2012 16h56

Paralisação de professores encerra com estudo sobre Plano Nacional de Educação no Simted

Fernanda Moreira / Da Redação

As manifestações dos profissionais da educação que ocorreram desde a quarta-feira (14) em todo o Brasil terminaram na sexta-feira (16) com avaliação positiva. Em Amambai, o plano de paralisação elaborado para os três dias de manifestações foi concluído com uma reunião no Simted (Sindicato Municipal dos Trabalhadores da Educação).

Na manhã da sexta-feira (16), os profissionais da educação fizeram um estudo detalhado do PNE (Plano Nacional da Educação). Uma das reivindicações dos profissionais durante a paralisação é de que o PNE seja aprovado em todo o Brasil, sendo um importante passo rumo a uma educação plena de qualidade. A reunião teve como base a explicação sobre o Plano Nacional e foram feitos estudos em cima das 20 metas propostas pelo PNE.

Adiles Sarmento Campos, da diretoria do Simted, explicou a reunião da sexta-feira. “A palestra com o professor Sérgio Périus, representando a UEMS (Universidade Estadual do MS) e a Fiama (Faculdade de Amambai) tem como objetivo esclarecer os presentes sobre o Plano Nacional da Educação, explicando as metas propostas e depois os professores vão discutir e estudar o PNE para que todos entendam de maneira clara o plano”, disse Adiles.

“O Plano Nacional da Educação é um conjunto de metas (20, ao todo) que visam fazer com que a educação brasileira avance. Esse plano contempla por exemplo as eleições diretas para diretoria de escolas estaduais, equiparação de salários com outros profissionais. Tudo isso para que o Brasil tenha uma educação de qualidade. Além disso, os profissionais precisam estar atualizados com as leis”, completou Marly Charão Gomes, vice-presidente do Simted.

Participação em Campo Grande

Marly comentou sobre a participação do Sindicato de Amambai na manifestação realizada em Campo Grande na quinta-feira (15).

“Amambai participou com 20 pessoas na paralisação, que reuniu, segundo informações, cerca de 10 mil profissionais da educação de todo o Estado do Mato Grosso do Sul. A intenção era justamente essa, somar com profissionais de todo o estado para reivindicar tanto a nível municipal quanto estadual e federal. Nós não queremos apenas melhores salários, queremos uma boa estruturação das escolas e a aprovação do Plano Nacional da Educação, para que toda a educação brasileira cresça e seja de qualidade”, explicou Marly.

“Temos que pensar que, olhando só o município de Amambai é pouco, mas ao mesmo tempo que nós estávamos organizados na paralisação, professores e profissionais da educação de todo o Brasil também se mobilizaram”, comentou Adiles.

Para o presidente do Simted de Paranhos, Valério Lopes, a manifestação em Campo Grande foi bastante válida. “Fomos mais de 10 mil profissionais unidos pelos nossos direitos, 78 municípios foram representados, acho que a partir de agora, os municípios irão discutir melhor as leis do piso e do 1/3 de horas atividades, até porque, com as horas atividades, não sobrecarrega tanto os professores. Diminuindo o stress causado, diminui o gasto com substituições de professores que pegam atestado, então também é uma luta pela saúde e bem estar dos profissionais”, diz Valério.

A presidente do Simted de Amambai, Olga Tobias, mostrou o plano de ação dos três dias de manifestações. “No primeiro dia foi a manifestação aqui no município, com a passeata, já no segundo dia foi organizado o encontro em Campo Grande, com uma ótima participação de todos os municípios do MS. E neste terceiro dia, foi estabelecido o estudo das 20 metas do Plano Nacional da Educação, e no que ele interfere. Nós queremos a aprovação do PNE para que haja um crescimento na educação de todo o Brasil. Não é só aqui em Amambai. A manifestação e a paralisação foi a níveis estadual e federal”, conta Olga.

Olga também expôs as lutas nos três níveis governamentais. “No município, nós exigimos a efetivação integral da lei do piso. A nível estadual, é a lei do piso e mais a lei de 1/3 de horas atividades e a nível de Brasil pedimos a aprovação do Plano Nacional da Educação”.

Os três dias que os profissionais da educação ficaram parados terão de ser repostos e Olga explica o porque. “Os alunos têm uma carga horária que precisa ser cumprida. Nossa categoria é diferente, então, temos que repor. Nós fizemos nossas manifestações, ficamos parados, mas cientes que teremos que repor os três dias. É uma paralisação importante e necessária, e agora é esperar que sejamos atendidos”, disse a presidente.

“A partir do momento em que no município se trabalha em prol de uma melhor educação para todos, todo o Brasil cresce, pois, se não se investe em educação, o país cai na estagnação”, completou Olga.

Opinião de professores

“Eu faço uma avaliação positiva do movimento, porque veio mostrar que os professores estão realmente buscando melhorias para sua classe. Eu participei do 1º e deste 3º dia de manifestações e acho bastante válido todo o procedimento. Queremos um grande avanço, mas se for de pouco a pouco já é um avanço”, disse a professora Marlene Oliveira dos Santos, professora da rede municipal.

“As discussões continuam, a categoria ainda reivindicará mais melhorias tanto na área salarial quanto na área de suporte estrutural nas escolas e qualificação dos profissionais. Ainda há muito a fazer para que a educação brasileira seja valorizada e que seja valorizado também o trabalho dos profissionais”, opinou Leonice de Oliveira, professora das redes municipal e estadual de Amambai.

O professor Sérgio Périus palestrou sobre o Plano Nacional de Ensino na manhã da última sexta-feira (16) no Simted de Amambai. Foto: Moreira Produções.

Profissionais de todo o estado do MS se reuniram em Campo Grande. Foto: Reprodução.

(E/D) Adiles, Marly e Olga Tobias, da presidência do Simted de Amambai e Valério Lopes, presidente do Simted de Paranhos. Foto: Moreira Produções.

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