21/03/2012 09h14 – Atualizado em 21/03/2012 09h14
Fonte: Acrissul
Trabalhadores rurais de várias partes do país se reuniram nesta terça-feira (20/3), na Esplanada dos Ministérios, para pedir melhorias nas condições de trabalho. A principal reivindicação é a criação de uma Política Nacional para os Assalariados Rurais, que tenha como principal foco o combate à informalidade, a geração de emprego e renda e a qualificação.
Segundo os organizadores, quatro mil pessoas participaram da mobilização. “Queremos que o governo federal priorize a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 438/2001, que expropria as terras onde tenha sido utilizada mão de obra escrava. Não abriremos mão disso. O governo precisa criar um programa em nível nacional para assegurar os direitos básicos aos assalariados rurais”, disse o secretário de Assalariados e Assalariadas Rurais da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Antonio Lucas Filho.
No país, existem cerca de cinco milhões de trabalhadores e trabalhadoras rurais assalariados, dos quais 3,2 milhões estão em situação de informalidade, o equivalente a 64% do total. O trabalhador informal não têm direito à aposentadoria, ao auxílio-doença, ao décimo terceiro salário, ao pagamento de hora extra, entre outros.
Para o presidente da Contag, é necessário regularizar a situação dos trabalhadores rurais e oferecer condições mínimas de trabalho a essas pessoas. Segundo a Contag, a pauta de reivindicações foi entregue ao ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, há 30 dias. Na tarde de hoje, representantes dos trabalhadores se reúnem em uma audiência com o ministro no Palácio do Planalto.

