14/04/2012 09h02 – Atualizado em 14/04/2012 09h02
Fonte: Ricardo Campos Minella
A julgar pelo quadro descrito pelo presidente do PMDB em Dourados, Laudir Munareto, à folha de dourados, o partido só não terá candidato a prefeito se não quiser. Até mesmo a ameaça de intervenção feita pelo presidente estadual do PMDB, Esacheu Nascimento, é vista por Laudir como garantia de candidatura própria no segundo maior município do estado. Esacheu declarou que intervirá no diretório de Dourados caso membros do partido insistam no apoio à reeleição do prefeito Murilo Zauith. “No lugar dele (Esacheu) eu faria a mesma coisa”, disse Laudir, em apoio à possível intervenção no seu diretório. “Mas eu tenho certeza de que vamos ter candidato e não haverá necessidade de intervenção”, enfatiza.
Ignorando toda polêmica dos últimos meses, Laudir afirma que lançara candidato a prefeito. Segundo ele, as condições para isso são totalmente favoráveis: A maioria do diretório e todas as lideranças locais com mandatos (Marçal Filho, Geraldo Resende e Delia Razuk) estão de acordo; o governador André Puccinelli, que buscava a conciliação entre o PMDB e Murilo, recuou e já afirmou que apoiará o candidato peemedebista; há pelo menos três pré-candidatos dispostos a encarar o desafio e, ainda segundo Laudir, “o povo nas ruas está pedindo outra opção de voto”.
Munareto destaca que não há como voltar atrás da decisão de lançar candidatura própria porque ela “foi deliberada dentro do diretório e documentada pelas principais lideranças do partido meses atrás; a decisão foi tomada e levada para os diretórios estadual e nacional, onde foram homologadas”, ressaltou. Portanto, à exceção de “uma opinião estranha, nada clara”, não há nenhum impedimento de ordem partidária para o PMDB disputar a eleição para prefeito.
Quanto à resistência do governador André Puccinelli, Laudir ignora tudo que já foi veiculado na imprensa. “Eu nunca ouvi do governador que ele não vai apoiar nosso candidato, isso é coisa plantada”, diz. Para ele, toda polêmica não passa de manobras de opositores do projeto peemedebista de conquistar a Prefeitura. Ele também disse não acreditar que esses opositores tenham sucesso na “cooptação” denunciada pelo deputado Geraldo Resende. “Quero acreditar que isso não vai acontecer, porque o partido é feito de pessoas decentes que não se deixam levar por determinadas situações”, disse.
Vontade popular
Mas é das ruas que Laudir diz que vem o maior apoio para que o PMDB lance candidato. “Estamos andando por todos os bairros de Dourados e o que ouvimos da população é que ela quer uma opção de voto”, afirma. De fato, o peso da opinião popular deve influenciar na decisão do PMDB, e nesse caso não lançar candidato seria ignorar e frustrar a vontade popular.
Munareto estabeleceu o dia 25 de abril como data limite para o partido anunciar quem será o seu candidato. Ele disse que o Ibope foi o instituto escolhido para fazer a pesquisa de opinião para a escolha do nome do partido que disputará a eleição. Ele ressalta que a pesquisa não inclui nome de Murilo, porque não tem objetivo de medir força com o atual prefeito. “Nosso objetivo é somente escolher o candidato do partido”.
O presidente do PMDB fez questão de frisar que a “pesquisa será soberana”, ou seja, o nome melhor colocado será o escolhido, não cabendo embargo do diretório ou necessidade de votação interna. Caberá ao diretório apenas homologar o resultado da pesquisa. “A não ser que haja empate na pesquisa, o que é muito improvável, não haverá nenhuma contestação ao resultado da pesquisa.
Laudir destacou que o PMDB está mantendo contato com vários partidos na busca de alianças. Ele não quis dizer com quais partidos está conversando, mas afirmou que tem encontrado apoio de várias legendas. Questionado sobre o pouco tempo que falta para a costura de alianças, ele afirmou que “há tempo suficiente para formar uma ampla aliança de partidos para disputar a eleição e vencer”, concluiu.

