04/05/2012 09h04 – Atualizado em 04/05/2012 09h04
Fonte: Acrissul
De origem Norte-Americana, a cultura do Girassol vem atraindo produtores rurais de Mato Grosso do Sul, principalmente nas regiões de Chapadão do Sul, por ser mais uma opção rentável e viável para uma terceira- safra, já que normalmente depois da safrinha do milho o solo fica descoberto.
“ O produtor não precisa deixar de plantar o milho durante a safrinha para plantar o girassol, o contrário, ele pode plantar esta cultura logo quando colhe o milho, como plantio direto mesmo.” – explica para reportagem do Capital News o Engenheiro Agrônomo e pesquisador da Fundação Chapadão, Jeferson Luiz Ancelmo O ciclo da cultura de girassol dura em torno de 120 dias e exige um cuidado maior, devido a doenças como o Fungo Alternaria, Fungo da Mancha Branca e a Bacterioses, principais doenças que atacam e prejudicam a produção. Mas segundo Ancelmo, não é nada que foge do controle.
“ Hoje existem várias maneiras de combater essas doenças, uma delas é aplicação de fungicidas mesmo. Entre 2004 a 2006 tivemos problemas com a Mancha Branca, o que diminuiu o interesse dos produtores nesta cultura, mas agora, depois de muitas pesquisas e estudos conseguimos controlar e com isso o interesse voltou”.
Atualmente são 15 mil hectares de cultivo de girassol, só na região de Chapadão do Sul e já existem duas grandes indústrias, Caramuru e Pepsico, interessadas em trabalham com a extração de óleo feito de girassol. As duas já fecharam contrato com os produtores do estado que plantam esta cultura.
Caso o produtor preferir plantar girassol durante a safrinha, substituindo o milho, Jeferson explica que não tem problema, mas que seria melhor plantar Gramínea (milho) depois de uma Leguminosa (soja). “ É melhor por causa da rotação de cultura, o solo fica mais forte e fértil”.

