10/05/2012 10h31 – Atualizado em 10/05/2012 10h31
Indígenas agora fecham a MS-156 e acessos alternativos via aldeias; ninguém passa
Fonte: Matéria
Indígenas das etnias terena, caiuá e guarani acirraram o protesto por melhorias nas estradas vicinais da Reserva de Dourados. O manifesto na MS-156, iniciado na manhã de segunda-feira (7), que ganhou novos rumos na tarde de terça-feira (8), com o fechamento dos acessos às aldeias Jaguapiru e Bororó.
Pela manhã, os índios estava permitindo o desvio em ambos sentidos (Dourados/Itaporã), mas como ninguém do governo apareceu para dar explicações porque as estradas não recebem manutenção, conforme Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado há cerca de um ano e meio com o Estado (Dnit), as lideranças decidiram agora fechar todas as entradas alternativas que permitiam aos condutores passar pela Reserva e pegar outras estradas para o destino final.
Os indígenas fecharam todos os acessos, inclusive a MS-156, com uma enorme tora na rotatória da 156. A MS-156, que ganhou pista dupla e outras melhorias, não satisfaz às expectativas de quem reside nas duas aldeias, onde as vias estão intransitáveis, afirmam as lideranças indígenas.
Os condutores de veículos de passageiros e cargas que vêm de Itaporã estão sendo obrigados a retornar. No sentido contrário, deve pegar o Anel Rodoviário (à esquerda) até a Avenida Guaicurus e a Placa do Abadio, Itaporã e adjacências. A Força Tática está posicionada na rotatória do Anel Rodoviário, orientando condutores.
O bloqueio que iniciou na manhã de ontem, a princípio com desvio dos veículos em cerca de sete quilômetros, via Reserva Indígena, deve prosseguir hoje sem hora para terminar.
O terena Celso Mamede disse ao Douradosagora que não vai passar nenhum veículo. Exceção feita a ambulâncias, bombeiros, polícia, entre outras viaturas que levam serviços essenciais às comunidades nas aldeias.
Segundo ele, todos os atendimentos inclusive em Saúde estão paralisados nas aldeias, por conta do protesto. Os manifestantes inclusive impediram a passagem de um ônibus escolar. Os estudantes indígenas também não puderam passar. Eles foram obrigados a seguir à pé para as escolas Tengatui Marangatu (CEU da Jaguapiru), entre outras.
A comunidade está mobilizada para obrigar o governo cumprir o acordo e não mostra qualquer disposição para voltar atrás desta decisão.

