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sábado, 25 de julho de 2026

Greve termina e servidores do judiciário retornam ao trabalho na segunda-feira

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25/05/2012 20h13 – Atualizado em 25/05/2012 20h13

Com proposta atendida, greve termina e servidores do judiciário retornam ao trabalho na segunda

Fonte: Da Redação

A reunião realizada às 10 horas desta sexta-feira (25) entre o Sindijus-MS (Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul) e o Tribunal de Justiça (TJ) do Estado decretou o final da greve mantida desde a quarta-feira (23) pelos servidores.

Em assembleia, realizada em Campo Grande, todos decidiram pelo fim do movimento grevista. A negociação foi entre o Sindijus-MS e o futuro presidente do Tribunal de Justiça de MS, desembargador Joenildo de Souza Chaves.

Na segunda-feira (28), todos os trabalhadores do Poder Judiciário do Estado, que estavam em greve, retornam ao trabalho executando suas funções dentro do horário normal de trabalho.

Proposta

Pela proposta acordada entre as partes, os servidores do Judiciário receberão reajuste salarial de 6% mais um abono mensal de R$ 150,00 linear, extensivo aos aposentados. O auxílio alimentação receberá reajuste de 5%, passando de R$ 374,00 para R$ 392,70, a partir de julho. Os dias parados não serão descontados, mas os servidores deverão repor as horas não trabalhadas.

Para se chegar ao acordo e encerrar a greve, o TJ negociou ontem (24) com o Executivo um aporte de R$ 500 mil mensais ao Judiciário para que pudesse atender a reivindicação dos servidores. Também foi garantida a incorporação do abono de R$ 150,00 de forma definitiva no Plano de Cargos, Carreiras e Salários.

A diretoria do Sindijus-MS defendeu a ratificação do acordo na Assembleia Geral por considerá-la um ganho, principalmente para os menores salários. “Com esse acordo, 6% mais R$ 150,00, teremos uma variação de ganho entre 18% (menor salário) a 7% (maior salário)” afirmou o presidente do Sindijus-MS, Dionizio Gomes Avalhaes. Para ele, foi a greve que forçou a negociação e melhoria da proposta inicialmente apresentada pelo TJ.

Greve em Amambai

Em Amambai, 60% dos funcionários do Fórum do município entraram em greve aguardando suas reivindicações serem atendidas pelos desembargadores responsáveis pelo Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul.

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário de Amambai, Ederson Centurion, a principal reivindicação da classe era a reposição salarial para a categoria. “Nós pedimos 18% de aumento salarial, mas o Tribunal de Justiça não quis negociar e ofereceu 6% de reajuste para todos os cargos. Nós poderíamos abrir mão de 4%, pedindo apenas 14% de aumento, mas eles não aceitaram essa opção. A alegação para um reajuste tão baixo é que o Tribunal não tem orçamento suficiente para suprir uma reposição salarial maior”, disse ele.

“O Tribunal de Justiça apresentou uma proposta de aumento salarial de 6% linear, para todos os cargos e mais R$ 150,00. Mas essa proposta não foi aceita, depois, foi proposto, na última reunião realizada no dia 21, um reajuste de variando do menor salário dos funcionários sofrendo um aumento de 18,5% e o maior salário recebendo aumento de 7%”, citou Ederson.

Segundo ele, com a proposta aceita, quem ganha menos terá um aumento de 18,5%.

Fórum de Amambai

Em Amambai, o Fórum possui 30 funcionários e 60% do efetivo estava de braços cruzados desde a quarta-feira (23). Ederson frisa que o atendimento do Fórum não foi afetado pela paralisação. “Os serviços essenciais como expedição de mandados de desinternação, alvarás de soltura, cumprimentos de liminares continuam sendo feitos normalmente. Estão envolvidos na paralisação todos os setores, oficiais de justiça, auxiliares e analistas judiciários”, comentou o presidente do Sindicato de Amambai.

Em greve, 60% dos trabalhadores do Fórum de Amambai cruzaram os braçpos por três dias.

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