05/06/2012 15h00 – Atualizado em 05/06/2012 15h00
Produtores poderão sofrer queda de 30% nas lavouras de algodão na região norte de MS
Fonte: Acrissul
As lavouras de algodão do norte e nordeste de Mato Grosso do Sul, que representam mais de 80% da área de todo o Estado de Mato Grosso do Sul poderão sofrer queda de 30% ou mais, da produtividade anteriormente esperada. Na região ocorre forte pressão de fungos que causam o apodrecimento das maçãs.
A doença ataca principalmente a produção do baixeiro, que já está quase que totalmente comprometida e ainda atinge parte do terço médio da planta, causando preocupação aos cotonicultores.A incidência do fungo se deu devido às constantes chuvas que ocorreram em maio, atípica para a época, na região. Além da umidade, longos períodos de céu encoberto igualmente contribuíram para o aparecimento e intensidade da doença.
Uma das medidas adotadas pelos produtores, para amenizar as perdas do baixeiro é deixar prolongar o ciclo da planta, atrasando em 10 dias a aplicação de produtos desfolhantes e maturadores. A intenção é aproveitar ao máximo a produção do ponteiro da planta.As perdas reais de produtividade e qualidade do fio somente serão conhecidas durante e o início do beneficiamento nas algodoeiras.
A colheita na região deve iniciar-se em 15 de maio.A produtividade anteriormente esperada era de 272@/ha. Com o surgimento do apodrecimento das maçãs esse número pode cair para 200@/ha.
Ainda preocupa o custo da lavoura, que neste ano foi maior em função da alta pressão do bicudo, principal praga do algodoeiro.Junto com a aplicação do desfolhante e maturador, o produtor está fazendo o dever de “casa”, aplica inseticida específico para o controle do bicudo, visando a diminuição da população, já para a próxima safra.
Outra medida que deverá ser intensificada pelo produtor, para diminuir a incidência do bicudo é a imediata destruição da soqueira do algodoeiro, logo após a colheita. O assunto, controle do bicudo foi abordado em amplamente debatido durante um congresso técnico promovido pela AMPASUL no dia 4 de maio deste ano, em Chapadão do Sul.
No sul de Mato Grosso do Sul, responsável por 20% da área do Estado, a colheita encerrou-se, no mês de maio e os produtores imediatamente destruíram as soqueiras. A produção está estimada em 170 @/há. A qualidade do fio até o momento não foi divulgada. Estão os produtores beneficiando a produção nas algodoeiras da região.

