06/06/2012 13h18 – Atualizado em 06/06/2012 13h18
Raquel Fernandes / Correio do Cone Sul
A indígena Crescencia Martins, de 25 anos, tem uma missão todas às quartas-feiras. Dedica-se para 20 crianças e adolescentes para ensiná-los à arte de confeccionar pulseiras, brincos e diversos produtos artesanais.
Crescencia também atua como a gente de saúde na Aldeia Amambai e relata que problemas, como o uso de drogas, têm contribuído para o aumento da violência dentro da comunidade.
Por meio da arte, a indígena encontrou uma forma de ajudar os jovens indígenas que estavam envolvidos com drogas. “Além de fazermos os trabalhos, a gente sempre orienta eles sobre o risco do uso de drogas. A gente tenta trazer todos esses jovens que estão envolvidos com isso [drogas], para vir pra cá. Às vezes eu trago um texto para a gente conversar sobre ele.” Ela conta que os jovens têm aceitado bem a oficina. “A gente vê que eles gostam de vir pra cá.”, relata Crescencia.
A aldeia Amambai é a maior do município e conta com uma população de cerca de 10 mil índios.
Oportunidade
Para comunidades que desenvolvem trabalhos artesanais, A Caixa Econômica Federal está com um edital aberto para o programa de apoio ao artesanato brasileiro. O programa tem como objetivo proporcionar o desenvolvimento de comunidades artesãs e de sua sustentabilidade, a valorização do artesanato tradicional e da cultura brasileira, contemplando todo o processo produtivo, desde a aquisição de matéria-prima até a comercialização do produto.
As Inscrições serão realizadas até o dia 15 de junho,por meio do site http://www.programasculturaiscaixa.com.br/.

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