14/06/2012 08h54 – Atualizado em 14/06/2012 08h54
Fonte: Ativa Comunicação
O CAU/MS (Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Mato Grosso do Sul) vai participar do evento denominado Cúpula dos Povos, dentro das atividades programadas para a Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que começou nesta quarta-feira e segue até o dia 22 deste mês, na cidade do Rio de Janeiro.
O Conselho foi um dos três escolhidos nacionalmente pelo CAU/BR para fazer a apresentação de um projeto implantado em Campo Grande (MS) relacionado ao tema. Essa escolha aconteceu, a partir de uma articulação da vice-presidente do CAU/MS, a arquiteta Giovana Sbaraini e o Conselheiro Federal pelo Rio de Janeiro, o arquiteto Paulo Saad, um dos coordenadores da participação do CAU na Cúpula dos Povos.
O Projeto será apresentado pelo assessor técnico da EMHA (Agência Municipal de Habitação de Campo Grande), Rodrigo Giansante e a diretora presidente do Planurb (Instituto Municipal de Planejamento Urbano), Marta Lúcia Martinez, em uma das mesas de discussões programadas na tenda 24, Mercedes Sosa, com a participação do presidente do CAU/MS, Osvaldo Abrão.
Os arquitetos vão mostrar durante a Conferência o projeto implantado na região do “Lixão” de Campo Grande, onde as famílias catadoras de lixo foram reassentadas e está sendo construído o primeiro aterro sanitário da Capital. “Esse é um projeto que acima de tudo é de resgate social. Tirar as famílias das condições em que viviam e dar um lar a elas foi devolver a dignidade a esse povo”, explica o presidente do Conselho, Osvaldo Abrão.
O “Projeto de Resgate Social – Urbanização Sustentável” será apresentado nesta quinta-feira, 15 de junho. “Esse é um projeto muito importante. A falta de aterro sanitário é um problema crônico no Brasil e gera muitos prejuízos a população. Com esse projeto poderemos mudar essa situação, oferecendo, principalmente, uma nova realidade as famílias catadoras de lixo”, afirma o assessor técnico da EMHA, Giansante.
Realidade
Antes da construção das moradias, as famílias que sobreviviam do “Lixão” haviam ocupado uma área irregularmente próxima ao local. As casas, além de oferecerem riscos aos próprios moradores, eram consideradas insalubres, pois funcionavam como depósitos do lixo coletado. Na forma como trabalhavam, as pessoas estavam em contato direto com o lixo.
Hoje o cenário já é diferente. Em casas de alvenaria e com infraestrutura, como energia elétrica e água, os moradores já têm perspectivas melhores. Um aterro sanitário está sendo construído no local. O projeto ainda conta com área verde, uma Estação de Tratamento de Esgoto e uma usina de reciclagem, onde as famílias catadoras terão a oportunidade de um emprego. A previsão é que a usina fique pronta até dezembro deste ano.

