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sexta-feira, 15 de maio de 2026

Greve na Universidade Federal da Grande Dourados prejudica acadêmicos de Amambai

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27/06/2012 11h07 – Atualizado em 27/06/2012 11h07

Fernanda Moreira / Da Redação

A Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) está há mais de um mês em greve, as aulas foram suspensas, pois os professores e funcionários administrativos reivindicam a reestruturação de carreiras e aumento do piso salarial. Essa reivindicação foi iniciada em todo Brasil e atualmente, 55 instituições federais de ensino aderiram à paralisação, deixando milhões de acadêmicos sem aula.

As reivindicações da categoria dos professores são antigas e se referem à reestruturação do plano de carreira dos docentes e melhores condições de trabalho. Os professores também reclamam do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), que, segundo eles, expandiu de forma improvisada o ensino superior público.

Amambai não conta com uma universidade federal, mas muitos jovens amambaienses cursam UFGD na cidade de Dourados e durante todo o tempo de paralisação, estão sem aulas, o que causa transtornos para os acadêmicos.

Para Luzia Aparecida de Moraes, acadêmica do 2º ano do curso de Pedagogia da UFGD, a paralisação atrapalha bastante a questão de conteúdo. “A greve prejudica os acadêmicos porque perdem as aulas, os trabalhos se acumulam, e depois? Com as aulas suspensas, até a formatura está comprometida, e o governo não está dando a devida atenção às reivindicações para que se tenha uma solução para todos”, reclama a acadêmica.

O aluno Raul Emmanuel, que cursa o 2º ano de Sistemas de Informação da instituição diz entender as reivindicações dos profissionais da UFGD, mas mesmo assim, sente-se prejudicado. “Apoio a posição dos profissionais diante das circunstâncias que o governo federal impõem aos mesmos, mas essa situação acaba prejudicando muito nós alunos, como o atraso no calendário escolar que, na faculdade, significa uma grande atraso nas expectativas. […] Quem vai se formar no final do ano, com a paralisação, é quase impossível isso acontecer”, comenta Raul.

Além do problema com a falta de aulas em si, outra preocupação dos acadêmicos é em relação ao transporte utilizado para ir até Dourados. Raul Emmanuel também comentou sobre o fato do pagamento das mensalidades à Associação de Acadêmicos de Dourados (Aunad), mesmo sem usufruir dos ônibus. “Mesmo com a paralisação das aulas, temos que continuar contribuindo e pagando a mensalidade do ônibus, aí também entra o fator financeiro, pois nós não sabemos quando as aulas serão retomadas, então, fica aquela expectativa de que a qualquer momento pode sair um desfecho”, diz.

Para a acadêmica Crislaine Venância, do 2º ano de Artes Cênicas da Universidade Federal da Grande Dourados, o problema maior é em relação ao conteúdo. “Realmente, a greve prejudica muito os acadêmicos, principalmente porque não se tem nenhuma informação de quando as aulas irão retornar, até o pessoal que fica animado por não ter aula, sabe que, quando voltarem à faculdade, estará mais difícil, com conteúdo acumulado. Tudo bem os professores reivindicarem um direito que é deles, mas isso está atrapalhando demais os alunos”, reclama Crislaine, e o acadêmico Raul Emmanuel completa dizendo que “o que adianta ficar sem fazer nada em casa agora durante a greve e, nas férias, quando muitos planejam viajar e curtir seu tempo, não poder viajar e ter que ficar recuperando todo tempo perdido”.

Posição da Aunad

Segundo a presidente da Aunad, Sônia Maria dos Santos a questão dos ônibus ainda está sendo resolvida, pois alguns alunos já pagaram a mensalidade do mês de junho, mas outros não. “O fato de eles estarem sem aula não muda o fato de eles precisarem do ônibus, então, não sabemos se eles vão continuar pagando agora ou irão pagar depois. Temos que esperar o que será resolvido pela universidade, pois com certeza, a greve acabando, os alunos não terão férias, eles vão utilizar os ônibus para irem para Dourados”, explica a presidente da associação.

A Aunad tem como associados, 44 acadêmicos que fazem curso na Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD).

Acadêmicos que cursam UFGD são prejudicados pela greve que dura mais de um mês. Foto: Moreira Produções.

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