29/06/2012 11h05 – Atualizado em 29/06/2012 11h05
Fonte: O Progresso
O Sistema Monitoramento de Fronteiras (SisFron) que está sendo implantado na faixa de fronteira entre Mato Grosso do Sul e Paraguai, a partir de Mundo Novo até Bela Vista e Ponta Porã, deverá funcionar plenamente num prazo de aproximadamente três anos, segundo informou a 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada, de Dourados.
Mato Grosso do Sul foi o Estado escolhido para a implantação do projeto-piloto de monitoramento de fronteiras, que vai utilizar equipamentos de alta tecnologia, como sensores, câmeras de alta precisão e radares que serão utilizados pelo Exército no combate ao tráfico de drogas, contrabando e crimes ambientais. Entre os equipamentos de alta tecnologia estão radares que atingem o alcance de 60 quilômetros, que serão interligados ao Exército.
A região de Dourados foi escolhida para iniciar o projeto, que já está em execução, de acordo com a 4ª Brigada. Várias reuniões já foram realizadas no sentido de definir prioridades quanto a estruturação e material, que está em fase de aquisição.
O Exercito informou que existe um calendário, onde várias ações vão acontecer até dezembro visando a implementação em 2013. O objetivo é começar a operar em caráter experimental a curto prazo, mas a expectativa é que a estruturação plena se prolongue por mais algum tempo porque depende de aquisição de equipamentos. O prazo é necessário para que as indústrias comecem a se adequar ao novo sistema. Em todo o Brasil, o SisFron tem um prazo para funcionamento pleno em dez anos.
O Exército terá o desafio de monitorar permanentemente as fronteiras terrestres, que se estendem por 17 mil quilômetros ao longo de dez países, 11 Estados e 588 municípios brasileiros. Em Mato Grosso do Sul são 900 quilômetros de fronteira entre Paraguai e Bolívia, onde o SisFron deverá ser implantado.
O projeto do governo federal e das Forças Armadas para implantar o SisFron terá um investimento de R$ 12 bilhões. Do total, R$ 5,9 bilhões serão destinados para a infraestrutura tecnológica, cerca de R$ 3 bilhões para infraestrutura de obras civis e R$ 3 bilhões para infraestrutura de apoio à atuação operacional.
VANTS
Para ajudar a controlar essas fronteiras destacam-se o uso de novas tecnologias, incluindo veículos aéreos não tripulados (Vants). Atualmente, dois desses equipamentos estão sendo testados pelo governo brasileiro para capacitar pessoal. Um está sendo usado pela Polícia Federal (PF) e outro pela Aeronáutica.
Os Vants podem voar por 16 horas, a uma velocidade de 170 quilômetros por hora (km/h) e a 6 mil metros de altura, o que dificulta sua visualização. Carregam câmeras de alta resolução que repassam informações à equipe de terra com poder de captar imagens em infravermelho, permitindo detectar pessoas no escuro ou escondidas sob árvores.

