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sábado, 25 de julho de 2026

Tarifa de energia sobe 2,59% em MS

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24/07/2012 11h22 – Atualizado em 24/07/2012 11h22

Fonte: O Progresso

A tarifa de energia elétrica sofreu um aumento médio de 2,59% na maioria dos municípios de Mato Grosso do Sul. O reajuste, que começou a valer desde a sexta-feira passada, foi autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e publicada na edição do Diário Oficial da União de ontem.

De acordo com nota da Empresa de Energia Elétrica (Enersul), a Aneel autorizou o aumento em março deste ano e entraria em vigor a partir de 8 de abril, mas uma dívida de R$ 49,5 milhões com a agência impedia o reajuste. Como a Enersul quitou a dívida, a Aneel autorizou a praticar as tarifas a partir do último dia 20. O reajuste autorizado pela Aneel é de 2,92% para indústrias e 2,47% para a classe residencial, o que resulta no índice médio de 2,59%.

“Cabe ressaltar que não haverá retroatividade na aplicação das tarifas, tampouco recuperação de receita não auferida pela concessionária”, informou a Enersul por meio do comunicado.

A empresa atende em 73 municípios de Mato Grosso do Sul, totalizando 845.345 unidades consumidoras.

O último balanço da empresa aponta lucro de R$ 151,8 milhões em 2011, contra R$ 85,4 milhões em 2010. A receita operacional atingiu R$ 1,9 milhão. A Enersul faz parte do grupo Rede Energia. Neste ano, uma das empresas do grupo, a Centrais Elétricas do Pará (Celpa), entrou em recuperação judicial, medida para evitar a falência.

REAJUSTE

O último aumento da tarifa de energia em Mato Grosso do Sul começou a valer em 8 de abril de 2011.

O efeito médio sentido no bolso do consumidor foi de 17,49%. Para o consumidor de baixa tensão (residenciais) o índice aplicado nas contas de luz é de 18,57% e para os consumidores de alta tensão (indústrias), 14,82%.

Na ocasião, a Enersul explicou que na realidade o aumento real na tarifa foi de 12,33%, no entanto, o consumidor sentiria um impacto médio de 17,49%. Isso porque, segundo a Enersul, a empresa teria deixado de descontar os valores do ressarcimento por cobrança irregular depois de revisão tarifária de 2003.

Uma das justificativas do aumento foram os custos empregados na atividade de distribuição, como a compra de energia e os inúmeros impostos.

O consumidor já vai sentir o aumento a partir da próxima conta de energia (Foto: Hédio Fazan/OPROGRESSO)

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