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terça-feira, 12 de maio de 2026

Greve gera crise para dois anos na UFGD

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16/08/2012 09h46 – Atualizado em 16/08/2012 09h46

Fonte: Dourados Agora

A greve dos técnicos administrativos e professores da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) gera impactos que vão durar dois anos para serem restabelecidos. Estimativa realizada por professores, projeta três cenários.

No mais otimista, que simula a greve encerrando este mês, o segundo semestre de 2012 começaria dia 12 de novembro e terminaria no começo de abril de 2013. Então, segundo a simulação, o 1º semestre de 2013 estaria começando, na melhor das hipóteses, no começo de maio do ano que vem. Janeiro de 2013 e janeiro de 2014 (não é mais possível recuperar a tempo dentro do calendário) serão na sala de aula, segundo a estimativa.

No cenário mais pessimista, a greve acabaria no fim de outubro. Se isto ocorrer os professores e técnicos acreditam que o restante do ano seria apenas para recuperar o semestre passado, como já aconteceu em greves anteriores.

Com isso, o segundo semestre de 2012 começaria apenas no início de janeiro de 2013, terminando no fim de maio. Então, o 1º semestre de 2013 estaria começando, no começo de julho do ano que vem.

O técnico administrativo da UFGD Franz Mendes, explica que se até dezembro os técnicos ainda estiverem em greve, é provável que não haverá nem vestibular e matrícula. Segundo ele, fato irreversível é que o primeiro semestre para os recém egressos na universidade começaria apenas em maio, se as greves encerrassem neste mês.

Protesto

Uma onda de manifestações e protestos de alunos, professores e técnicos está sendo programada para esta semana em Dourados. Hoje os universitários de artes cênicas e biologia fazem encenação artística a partir das 15h na Praça Antônio João. Através do teatro o grupo pretende chamar a atenção do poder público em relação as greves e como os estudantes se sentem diante dos prejuízos.

O estudante do 3º semestre de engenharia agronômica Macister Guaresi diz que a greve já causa prejuízos financeiros. Ele, que é de Campo Grande, paga em média R$ 600 em aluguel. Segundo o aluno, como a locação é prevista em contrato, não há como se desfazer do imóvel e voltar para a Capital, enquanto existe a greve.

Ele conta que outros alunos chegam a pagar mais de R$ 1 mil por mês no aluguel, que está sendo utilizado mesmo sem que estejam estudando. Outra problemática de quem vem todos os dias para Dourados de ônibus é que estão tendo que pagar mensalidades de empresas de coletivos, mesmo sem utilizar o serviço. Isto acontece, segundo ele, devido a contratos. A média de custo é de R$ 200 por mês.

O estudante de biologia do 9º semestre, Guilherme Ribeiro, diz que em maioria os estudantes apoiam a luta dos professores e técnicos. A medida é uma forma de lutar pela melhoria na Educação das universidades federais.

Mas, apesar dos problemas enfrentados pelos alunos, como os problemas de contrato e prejuízos em relação aos formandos que estavam se programando para realizar a formatura no final deste ano, há uma boa expectativa de que tudo se resolva com o mínimo de transtornos. “Existe um conselho de professores e alunos que estão buscando meios de amenizar a situação”, destaca, observando que a reposição prevista para o período de férias não é motivo para preocupação. “É um direito que vamos usufruir assim que as greves terminarem”, destaca.

Greve ameaça vestibular e matrículas. foto - Douradosagora

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