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terça-feira, 12 de maio de 2026

Posição da Fetems em relação ao Ideb

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21/08/2012 10h55 – Atualizado em 21/08/2012 10h55

Fonte: Assessoria Fetems

A Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul) parabeniza todos os trabalhadores e trabalhadoras em educação de Mato Grosso do Sul pelo desempenho que o Estado obteve no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2011, divulgado na última semana. Porém, não poderíamos deixar de expor a visão do movimento sindical em relação à maneira como são realizadas as pesquisas dos índices de qualidade educacional.

Os índices em Mato Grosso do Sul superaram as metas previstas pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC) para o ano de 2011, nas séries iniciais e no ensino fundamental. A meta nacional é de 3,7. Dados divulgados na última terça-feira (14), apontam que a nota total do MS foi de 3,8, subindo 0,1 na meta definida para 2011 pelo MEC. A rede privada de ensino conquistou a maior nota, com 5,5 e tinha a meta de 6,0.

Já a rede estadual deveria conquistar a média de 3,2 e conquistou 3,5 na avaliação do ano passado. Já as escolas de Ensino Fundamental, de acordo com o levantamento, entre as turmas de 1º e 4º ano Mato Grosso do Sul, a nota total foi de 5,1, acima da meta definida de 4,4. Isso significa um indicativo de avanço na melhoria da qualidade do ensino em MS, para os quais vários fatores contribuem. Acreditamos que os Profissionais em Educação são os principais responsáveis por essa conquista. São eles que no dia a dia fazem o ensino e a aprendizagem acontecer. É a comprovação do compromisso e da dedicação da categoria com a qualidade da Educação pública sul-mato-grossense.

O Ideb é a soma de três indicadores: os resultados da Prova Brasil – teste de português e matemática, aplicado na rede pública – a taxa de aprovação dos alunos e evasão escolar.

Enquanto movimento sindical da educação, consideramos o Ideb um instrumento válido, mas sabemos que da maneira como está sendo realizado, o resultado é uma fotografia muito distorcida da realidade. Precisa ser aperfeiçoado, com a construção de um sistema nacional de avaliação da educação básica que inclua outros elementos, como variáveis socioeconômicas dos alunos, o lugar onde as escolas funcionam e os instrumentos que existem em cada escola.

O caminho mais promissor consiste em valorizar os aspectos da carreira profissional e as condições de aprendizagem dos estudantes, garantindo e ampliando a formação dos professores e funcionários, aplicando a legislação do piso salarial (vencimento com jornada extraclasse), melhorando as condições de trabalho dentro e fora da sala de aula, promovendo a gestão democrática, investindo na infraestrutura e nas práticas pedagógicas, dentre outros. No Brasil, o sistema nacional de avaliação, representado pelo Ideb (em nível nacional) e pelos diversos índices similares em níveis dos Estados, segue a lógica norte-americana, de ranqueamento, privilegiando dados estatísticos e numéricos, negando as boas práticas escolares e desestimulando os atores da escola (professores, diretores e estudantes).

É preciso rever essa política, o quanto antes, por meio de amplo diálogo social, pois seu impacto continua desafiando os valores éticos e a transformação de nossa sociedade. Mato Grosso do Sul Embora o resultado mereça ser comemorado, temos convicção que o caminho para uma educação pública de qualidade é árduo e longo.

Em Mato Grosso do Sul é evidente a necessidade crescente de investimentos na escola pública, que assegurem melhores condições de ensino e aprendizagem (prédios adequados e equipados, bibliotecas, laboratórios e informatização), e a valorização dos Profissionais em Educação (salários dignos, carga horária compatível e capacitação continuada). São os compromissos da Fetems e dos Profissionais em Educação com a comunidade escolar na luta incansável pela qualidade na Educação pública.

Posição da Fetems em relação ao Ideb

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