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quarta-feira, 6 de maio de 2026

Borboletas mostram mutação genética em Fukushima

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02/09/2012 14h27 – Atualizado em 02/09/2012 14h27

Fonte: Planeta Sustentável

Um estudo descobriu que taxas de mutação genética são muito mais altas entre borboletas coletadas perto de Fukushima. Estas mutações podem ter sido causadas pela exposição a material radioativo liberado no ambiente pelo desastre da usina nuclear japonesa.

Cientistas descobriram um aumento de mutações em pernas, antenas e asas de borboletas coletadas após o acidente de 2011. A ligação entre elas e o material radioativo foi mostrada por experimentos de laboratório, de acordo com o estudo. O trabalho foi publicado no Scientific Reports.

Dois meses depois do acidente da usina nuclear Fukushima Daiichi, em março de 2011, uma equipe de cientistas japoneses coletou 144 borboletas adultas azuis, da espécie Zizeeria maha, em 10 locais do Japão, incluindo a área da usina. Quando o acidente ocorreu, as borboletas adultas teriam atravessado o inverno como larvas.

Ao comparar mutações encontradas em borboletas encontradas em diferentes locais, a equipe descobriu que áreas com maiores quantidades de radiação no ambiente eram os lares de borboletas com asas muito menores e olhos irregularmente desenvolvidos.

“Acreditava-se que insetos são muito resistentes à radiação,” disse o chefe do estudo, Joji Otaki, da Universidade Ryukyus, em Okinawa.” Neste sentido, nossos resultados foram inesperados,” afirmou ele à BBC.

A equipe de Otaki criou estas borboletas dentro de laboratórios a 1.750 km do acidente, onde a radiacão artificial mal podia ser detetada. Foi aí que começaram a notar um conjunto de anormalidades não vistas em gerações anteriores. Seis meses depois, os pesquisadores mais uma vez coletaram borboletas adultas dos 10 locais e descobriram que as da área de Fushima mostravam uma taxa de mutação duas vezes maior do que aquelas coletadas logo depois do acidente.

A equipe concluiu que esta taxa mais alta de mutação veio de alimentos contaminados, mas também de mutações no material genético dos pais passados para a geração seguinte, ainda que estas mutações não fossem evidentes na geração anterior das borboletas.

Foto: CharlesLam / Creative Commons

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