04/09/2012 08h00 – Atualizado em 04/09/2012 08h00
Fonte: Expobai
Amambai é uma cidade onde a agropecuária é o ramo de negócios mais forte. Com o advento da Expobai, feira agropecuária e industrial realizada há 24 anos, esse traço fica ainda mais evidente.
Durante os cinco dias do evento realizado no Parque de Exposições e organizado pelo Sindicato Rural, milhares de pessoas buscam oportunidades de bons negócios tanto em maquinários agrícolas quanto produtos para a produção. Buscam também se atualizar a respeito de melhores formas para um manejo eficiente de seus rebanhos. Tudo isso pode ser adquirido durante a Expobai.
Hoje, os produtores de Amambai têm uma preocupação a mais com o manejo eficiente do gado, realizando um trabalho meticuloso de sanidade, vacinas, tratamentos com vermífugos e produtos de última geração. Atualmente, o trabalho maior é manter a produtividade dos animais como a precocidade e produção de novas matrizes.
Os produtores do município procuram investir em melhoramento genético, através da inseminação artificial que se tornou um processo acessível aos produtores, tanto de grande quanto médio e pequeno porte.
De acordo com médico veterinário Evaldir Frank, responsável pela empresa Agro Campo, o potencial agropecuário amambaiense é grande, mas ainda pouco explorado. “Acredito que Amambai tenha um potencial forte para gado de corte, muitos produtores estão investindo bastante em novas tecnologias que beneficiam a criação, trazendo precocidade. Amambai pode não crescer em número de animais, mas sim em qualidade, pois é o que o mercado pede e o produtor vai buscar essa qualidade em seus animais para atender o mercado”, comenta Evaldir.
Segundo ele, um dos aspectos principais fomentando Amambai como cidade produtora é a fusão de pecuária e agricultura. “Amambai tem um potencial muito grande para a pecuária de corte, mas a agricultura também é forte. Muitos produtores rurais são criadores de gado, o que beneficia a criação, pois o solo fica mais resistente”, explica o veterinário que diz ainda que mesmo sendo forte no município, a pecuária é uma atividade de baixa rentabilidade, e apenas se mantém no mercado, o produtor que se enquadrar no modelo exigido pelo mercado, para que não haja defasagem de preço.
Expobai é oportunidade para produtores
Para Evaldir Frank, que participa dos leilões realizados na Expobai e neste ano, participará pela primeira vez como expositor de animais, a exposição realizada em Amambai é uma grande oportunidade para os produtores melhorarem sua forma de manejo e ter acesso às novas tecnologias utilizadas no campo. Segundo ele, os produtores que têm uma história de sucesso em suas criações, servem de exemplo para outros criadores, que “copiam” o modelo que deu certo para aplicar em suas propriedades.
“Geralmente, o produtor que traz seu gado para a Expobai, mostra animais mais qualificados geneticamente, são animais que ganham um investimento maior do criador que quer mostrar e comercializar seus melhores animais. Também, a Expobai é uma forma de trocar experiências que dão certo no campo. É interessante, pois há a concentração de produtores buscando a melhora de sua produção e criação”, diz Evaldir.
É a 6ª edição da Expobai que Christiano organiza junto com a diretoria do Sindicato Rural, do qual é presidente. “Eu vejo que a festa evolui muito nessas seis edições, tanto na qualidade das atrações, no ambiente do parque que foi sendo melhorado, a parte de segurança acessibilidade, tudo pensado em se promover uma festa para toda a família”, comenta ele.
Produção em Amambai ainda é “tradicional”
Segundo Christiano Bortolotto, Amambai poderia produzir muito mais se houvesse uma diversificação da produção, considerada tradicional. “O que o produtor precisa é diversificar, a pecuária é um ramo difícil, de rentabilidade baixa. Amambai tem um potencial não explorado nos ramos do hortifruti, silvicultura, cana de açúcar. O que falta são indústrias que beneficiem essa produção antes de enviar para fora”, diz Christiano.
Para melhorar a produção do município, Christiano comenta que seriam necessárias indústrias que fizessem o beneficiamento dos produtos, por exemplo, usina sucroalcooleira para a cana de açúcar, um frigorifico para pecuária e uma indústria que trabalhe grãos como soja e milho.
No ramo da pecuária, os produtores amambaienses ainda apostam bastante no gado da raça Nelore, pois se adapta bem ao clima apresentado na região do município e tem um baixo custo de manejo. Porém, estão sendo feitos cruzamentos entre o Nelore e outras raças, em sua maior parte de origem europeia, que produzem mais carne e são mais precoces. “Os criadores de Amambai estão dando ênfase nos cruzamentos como Nelore com Angus, Red Angus, entre outras raças, buscando a precocidade e o melhor acabamento dos animais”, explica o veterinário Evaldir.
O rebanho bovino de Amambai atualmente bate a marca de 380 mil cabeças, segundo dados do Iagro do município.



