06/12/2012 17h50 – Atualizado em 06/12/2012 17h50
Fonte: Raquel Fernandes / Da Redação
Moradores, sem ter como pagarem aluguel, vivem em barracos em uma área de invasão localizada no fim da Vila Cristina. Por ser um local irregular, as famílias não recebem os serviços de fornecimento de água e energia elétrica.
Dercídio Souza, morador da localidade, possui um poço artesiano que fornece água para todas as famílias. Segundo ele, a maior dificuldade é viver sem água e energia elétrica. “Aqui é uma área boa para ficar morando, o que falta aqui para nós é água e luz, se tivesse isso, já estava bom pra nós”, declara.
Segundo ele, 11 famílias vivem nesta aldeia urbana atualmente. Ano passado, eram 17 famílias; algumas foram contempladas com casas populares.
Moisés Corrêa (58) mora há 10 anos na localidade e conta que também ganhou uma casa popular, mas infelizmente foi obrigado a vendê-la. “Minha mulher ganhou a casinha, mas aí eu fiquei doente e fiquei três anos sem poder trabalhar; tentei me aposentar e não consegui, fui obrigado a vender a casinha e comer com o dinheiro da casa”, conta.
Para Moisés, uma torneira de água já amenizaria os problemas enfrentados pela região. Como as residências não estão regularizadas, as famílias não podem receber os serviços básicos, como saneamento, e o fornecimento de água e energia elétrica. Os moradores têm a esperança que a região seja regularizada ano que vem, com a nova gestão administrativa do município.
De acordo com a futura administração municipal, que tem como prefeito e vice, Sérgio Barbosa e Dr. Bandeira, o problema só poderá ser resolvido quando as famílias saírem dessa área de invasão, já que aquela localidade não é apropriada para receber moradores.
Segundo Sérgio Barbosa, durante seu primeiro mandato (2005-2008), a administração já havia realizado a retirada das famílias daquela localidade com a doação de casas, mas novos moradores voltaram a invadir aquela região nos últimos anos.
A meta para o próximo mandato, segundo Barbosa, é contemplar aqueles moradores com novas casas populares em locais regularizados que possam receber todos os serviços básicos e transformar a região, atualmente invadida, em um local de lazer.


