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sábado, 2 de maio de 2026

Mãe diz que negligência médica e hospitalar foi causa da morte de seu filho

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29/01/2013 16h20 – Atualizado em 29/01/2013 16h20

Fonte: Bruna Corrêa e Viviane Viaut

Faleceu neste sábado (27), em Amambai, o menino Natan Junior Rodrigues Plazza, de um ano e sete meses. A mãe, Graciele Valenzuela Rodrigues, de 26 anos, afirma que o acontecimento se deu por negligências médicas e hospitalar ocorridas na quinta-feira (24) e na sexta-feira (25) pelos médicos plantonistas que atendiam no Hospital Regional e no sábado (26). Ela registrou Boletim de Ocorrência sob o número 91/2013 na Delegacia de Polícia Civil de Amambai.

A criança, que não passava bem na quinta-feira (24), foi levada por sua mãe ao Hospital Regional e atendida pelo médico plantonista, que ao ouvir os relatos da mãe e o coração da criança, diagnosticou que Natan sofria de pneumonia. Após fazer a receita com medicamentos – antibiótico, analgésico/antipirético e anti-inflamatório, liberou a criança e sua mãe para retornarem para casa.

A mãe, sem saber o que fazer, pois a criança só piorava, retornou ao hospital no dia seguinte (25), sendo atendida pela médica plantonista. A médica internou a criança por conta de sua respiração comprometida. Natan ficou internado no soro, com falta de ar e febre.

No sábado (26), por volta das 8h, quando os plantões estavam sendo trocados, um dos enfermeiros notou que o garoto não se sentia bem e teve a sua primeira parada cardiorrespiratória. O médico que fazia plantão no Hospital Regional atendeu Natan juntamente com outro enfermeiro e observaram que a criança precisava ser transferida para a cidade de Dourados o mais rápido possível para que obtivesse melhor atendimento.

“Eu não quero dinheiro, apenas não quero que outras mães passem pelo que estou passando, quantas vidas serão perdidas até que alguém faça alguma coisa para mudar a situação que se encontra”, diz Graciele.

De acordo com informações da tia da vitima, a ambulância contava com duas macas e um aparelho de oxigênio que eles testaram e estava quase descarregado, então pegaram outro cilindro de oxigênio do hospital. Quando faltavam 40 minutos para chegarem ao Hospital Universitário de Dourados, o gás do aparelho de oxigênio que pegaram no Hospital Regional terminou e, na parada cardiorrespiratória seguinte, Natan não sobreviveu.

Conforme relato da mãe, nem laudo, nem atestado de óbito e nem prontuário foram entregues a ela. Segundo o administrador do Hospital Regional, Almiro Pinto Sobrinho, o atestado de óbito é feito pelo médico que atendeu a criança no momento de seu falecimento. Este médico realiza plantões no Hospital Regional aos finais de semana e durante a semana ele reside em outro município. No dia 2, quando estará em Amambai, será feito e entregue o documento à mãe.

“Tanto o atestado, como a ficha ambulatorial, a fotocópia da guia de internamento e o relatório médico serão repassados à mãe do menino”, disse Almiro. Ele disse ainda que não foi comunicado oficialmente da denúncia da mãe e que os procedimentos médicos estavam corretos. “Normalmente, quando o caso de momento não é tão grava, eles não internam mesmo”, relatou o administrador hospitalar.

O secretário municipal de Saúde, Pedro Humberto Fernandes Alves, também não está ciente oficialmente sobre o assunto. Em relação à ambulância usada, da frota municipal, ele afirmou que a informação que recebeu do Hospital Regional é que o cilindro de oxigênio retornou de Dourados com produto.

“Agora tem que fazer uma investigação mais aprofundada para saber se foi falta de oxigênio ou se a pessoa não soube operar”, disse ele. O secretário confirmou que será feita uma sindicância para apurar os fatos e saber exatamente o que aconteceu.

O menino Natan Junior Rodrigues Plazza, de um ano e sete meses.

A mãe de Natan, Graciele Valenzuela Rodrigues.

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