08/02/2013 10h35 – Atualizado em 08/02/2013 10h35
Fonte: Portal Saúde
O Ministério da Saúde apresentou, nesta quinta-feira (7), novas propostas de seguimento do atendimento aos familiares e as vítimas do incêndio da boate Kiss – ocorrido no último dia 27 -, em Santa Maria (RS). A intenção é garantir que os pacientes tenham o acolhimento qualificado e de qualidade.
Além do acompanhamento aos pacientes em estado crítico, que hoje são 21, também foi discutida a uniformização da assistência continuada aos pacientes que já tiveram alta médica, para que possam ter acompanhamento e – posteriormente – façam outras consultas e exames.
As propostas foram debatidas durante avideoconferência com especialistas e diretores dos hospitais de Porto Alegre, Santa Maria e o Instituto do Coração (Incor) de São Paulo que estão atendendo familiares e as vítimas com problemas respiratórios, psicológicos e queimaduras, devido ao incêndio da boate Kiss.
“Continuamos em alerta e lutando pela vida daqueles pacientes que ainda estão em estado crítico. Essa luta é diária. A videoconferência nos permite avaliar a atual condição dos pacientes e trocar informações com os especialistas sobre o que mais pode ser feito e atualizado para lutar pela vida desses pacientes”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
O ministro adiantou ainda que também será definida a uniformização do atendimento aos pacientes que já receberam alta hospitalar, mas que vão necessitar de assistência continuada.
“É muito importante a padronização desse acompanhamento do retorno ambulatorial. É preciso definir quantos dias tem que retornar ao ambulatório e quais são os exames deverão ser realizados, por exemplo. Sabemos que alguns desses pacientes podem ter quadros respiratórios pulmonares que vão exigir um cuidado continuado a longo prazo. Então a padronização deste atendimentos é essencial para proporcionarmos a melhor qualidade de assistência”, completa o ministro.
Padilha disse ainda que esta tragédia em Santa Maria serve de aprendizado para o enfrentamento. “O Ministéiro da Saúde, junto com Estado, município, serviços privados e parceiros internacionais se envolveram nessa tarefa de buscar dar o que melhor sabemos, as melhores tecnologia e o melhor cuidado para as vítimas dessa tragédia”, conclui.
ETAPAS- Na videoconferência realizada no final do mês passado – utilizando o Telessaúde Brasil Redes – foi definido oplano de ação, com duração até 18 de fevereiro, além da instalação do novo gabinete de crise da Força Nacional do SUS em Porto Alegre. Além do acompanhamento permanente dos pacientes internados nos hospitais com realização diária de videoconferências médicas para análise da evolução dos casos.
ATENDIMENTO -O Ministério da Saúde em parceira com Estado e o município de Santa Maria montou um plano de ação para atenção psicossocial aos familiares e vitimas do incêndio. O Núcleo de Atenção Psicossocial foi montado para atuar na situação e conta com 164 profissionais divididos em equipes. Já foram realizados mais de 600 atendimentos desde o início da ação, entre atendimentos individuais e em grupo – por telefone, visitas domiciliares a sobreviventes, familiares das vítimas e demais pessoas que estão com sofrimento mental em decorrência do incêndio.

