22.2 C
Dourados
quinta-feira, 23 de julho de 2026

Rotary de Amambai promove reflexão sobre temas da atualidade

- Publicidade -

04/03/2013 23h02 – Atualizado em 04/03/2013 23h02

Fonte: Da Redação

Promover entre os rotarianos a reflexão sobre temas da atualidade é objetivo das palestras realizadas no Rotary Club de Amambai. Para isso, são convidadas pessoas que possam contribuir com a abordagem de temas que merecem a reflexão e reprodução na comunidade.

Em fevereiro, no dia 18, a professora e coordenadora do curso de Ciências Sociais da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) de Amambai, Célia Foster Silvestre, esteve no clube rotário e falou sobre Compreensão Mundial. Célia Silvestre é Cientista Social graduada pela Unesp de Araraquara, SP, com mestrado e doutorado em Sociologia pela mesma universidade.

Compreensão Mundial

Compreensão Mundial é o tema proposto pelo Rotary International (RI) para discussão e abordagem no segundo mês do ano. A cada mês, um tema é sugerido para os rotarianos. Fevereiro é também o mês do aniversário do RI, que neste ano completou 108 anos de fundação.

Em sua palestra, Célia abordou o tema enfocando noções de preconceito, direitos sociais e homogeneização. “Toda situação histórica pressupõe uma história anterior”, disse ela. Destacou que a pluriculturalidade veio com a diversidade da história, com os novos povos e novos descobrimentos. Com isso, também houve a extensão do poder e as cartas constitucionais.

Explicou que foi na década de 70 que houve a expansão do ensino e a partir da década de 80 as mudanças tecnológicas. “O conhecimento é revolucionário”, falou a professora doutora. Com a formação de grupos sociais – movimentos feministas, étnicos e outros ligados à sexualidade, por exemplo – é que o processo de homogeneização foi posto abaixo. Os grupos sociais entram, então, no cenário político reivindicando direitos.

A contribuição pela compreensão mundial, um dos principais objetivos dos Rotary Clubs, parte justamente deste princípio de heterogeneidade social. A legislação garante a igualdade, mas é o respeito às diferenças, sejam elas de gênero, idade ou etnia, por exemplo, é que consolida esta compreensão.

Dia Internacional da Mulher

No dia 4 de março, os rotarianos de Amambai abriram espaço para a data principal do mês: o Dia Internacional da Mulher.

Para abordar o tema, foi convidada a escrivã de polícia civil, Leda Teresa Andrade Silva. Ela trabalha há 16 anos na delegacia de Polícia Civil de Amambai, é engajada em movimento de mulheres que abraça a causa do combate à violência doméstica e é a principal servidora do município responsável pela difusão e aplicação da lei Maria da Penha.

Segundo Leda, a implantação da lei foi uma obrigação do Brasil que foi intimado pela sociedade brasileira e também estrangeira para erradicar a violência doméstica. Ela explicou que o foco é justamente a inserção de políticas públicas participando da lei, responsabilizando o Estado e o governo federal pela sua aplicação.

A equiparação dos direitos entre homens e mulheres vem como princípio com a legislação. “A lei veio rever as ações da sociedade, enquanto família, a posição das mulheres e as atitudes dos homens”, falou Leda. O termo “empoderar”, usado na atualidade na luta das mulheres, significa exatamente a mulher ser participativa nas decisões coletivas.

A servidora destacou que as ações de combate à violência doméstica também têm como eixo a preservação da célula mais importante da sociedade que é a família.

Um dado estatístico relevante apresentado pela palestrante é o fato de que 85% das ocorrências policiais de Amambai estão relacionadas à violência doméstica. “Só quem vai melhorar esta situação de violência é a união da sociedade”, alertou Leda.

Ela enfatizou ainda a situação social das mulheres indígenas das aldeias de Amambai, que apresentam muitos casos de doenças sexualmente transmissíveis, fruto da inseguridade e da violência também.

*O foco desta palestra é conclamar os rotarianos a abraçarem esta causa que é o combate à violência doméstica”, encerrou Leda Teresa Andrade Silva.

A professora e coordenadora do curso de Ciências Sociais da UEMS de Amambai, Célia Foster Silvestre (E), e a escrivã de polícia civil, Leda Teresa Andrade Silva.

“O conhecimento é revolucionário”.

“Só quem vai melhorar esta situação de violência é a união da sociedade”.

- Publicidade -

Últimas Notícias

- Publicidade -

Últimas Notícias

- Publicidade-