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sexta-feira, 1 de maio de 2026

Polícia Militar Ambiental de MS completa 26 anos

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19/03/2013 17h22 – Atualizado em 19/03/2013 17h22

Fonte: Assessoria de Comunicação da PMA/MS, com edição da Redação

A Polícia Militar Ambiental-MS completa na segunda-feira (19/03) 26 anos de proteção ao ambiente de Mato Grosso do Sul. Durante este tempo, demonstrou que foi fundamental para a conservação ambiental no Estado, com várias ações decisivas de repressão e prevenção contra os crimes e infrações ambientais.

A Polícia Militar-MS limitava-se inicialmente à sua criação, a prestar apoio ao Instituto de Controle Ambiental (INAMB), órgão responsável, à época, pela fiscalização ambiental no Estado, contribuindo com pessoal, armamento, material e equipamentos. Este órgão foi extinto pela Lei Estadual n° 702 de 12/Fev/87. Suas atribuições relativas à fiscalização foram repassadas à Polícia Militar Florestal – CIPMFlo, conferindo-lhe o Poder de Polícia Ambiental em todo o Estado.

Em 19/Mar/87, a Companhia Independente de Polícia Militar Florestal (CIPMFlo) foi criada pelo Comando Geral da Polícia Militar. Com sede em Corumbá, iniciou suas atividades com apenas 80 policiais militares. Basicamente, o policiamento e a fiscalização destinavam-se a coibir, de forma repressiva, a caça ao jacaré, no pantanal sul-mato-grossense, crime ambiental amplamente divulgado pela mídia local, nacional e até internacional, que colocava em dúvida o poder do Estado em manter a ordem no que se referia aos crimes ambientais, pois o órgão anterior perdera a guerra para os chamados “coureiros”.

Considerou-se uma guerra, haja vista que, após a criação da Polícia Militar Florestal ocorreram muitos tiroteios durante as fiscalizações no Pantanal, quando alguns policiais perderam suas vidas ou foram feridos. Com muita determinação os policiais conseguiram extirpar a matança de jacarés no Estado, a ponto de alguns estudiosos já apontarem para a superpopulação da espécie no Pantanal. Conclusão que não é unânime entre todos que estudam a fauna da região.

Em 2000, o nome da Unidade foi mudado de Companhia Independente de Polícia Militar Florestal para Ambiental, por meio do Decreto Estadual 9773/2000, nome mais abrangente que combinava com a fiscalização que sempre fora exercida desde a criação, ou seja, todas as infrações e crimes relacionados ao meio ambiente.

Atualmente enfrentam-se entre outras infrações e crimes ambientais a pesca predatória, mas que a PMA já está conseguindo vencer, com ótimo desempenho preventivo durante a fiscalização em período de piracema e quando a pesca encontra-se aberta, fazendo com que os números de apreensões diminuam a cada ano.

A competência para que a PMA exerça a fiscalização ambiental está prevista na Constituição Federal e na Constituição do Estado de Mato Grosso do Sul. Constituição Federal: “Art. 144 –“A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos”.

Parágrafo 5° – Às Polícias Militares cabem a Polícia Ostensiva e a preservação da ordem pública.
Constituição Estadual: “Art. 47 – À Polícia Militar incumbe, além de outras atribuições que a lei estabelece “O Policiamento Preventivo e Ostensivo para a DEFESA DO MEIO AMBIENTE.
O Decreto Estadual 9773/2000 reafirma o poder de fiscalização e traz como prioridade a prevenção, por meio de trabalhos de Educação Ambiental.
Art. 3º – “O efetivo da Companhia Independente de Polícia Militar Ambiental – CIPMA, será empregado nas atividades de policiamento e fiscalização ambiental, objetivando a proteção ambiental da fauna, da flora, dos recursos hídricos e florestais, das extensões d’água e dos mananciais, evitando-se a poluição, a caça e a pesca ilegais, as queimadas e os desmatamentos não autorizados”.
Parágrafo Único – “Programas de educação ambiental e ações preventivo-educativas terão caráter prioritário dentre as missões e atribuições exercidas pela CIPMA em parceria com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e sua vinculada, Fundação Estadual de Meio Ambiente-Pantanal”.

Em 2002, a Companhia passou a Batalhão, (DECRETO Nº 10.848 DE 08 DE JULHO DE 2002) – (Diário Oficial nº 5789, de 09 Jul 2002), sendo denominado 15º Batalhão de Polícia Militar Ambiental.

A Polícia Militar Ambiental de Mato Grosso do Sul é referência para policiais de outros Estados e para a população sul-mato-grossense, que a respeita e sempre alia a fiscalização ambiental à Unidade, apesar de haver outros órgãos que exercem este tipo de fiscalização. Devido à importância e respeito conseguidos ao longo do tempo, a PMA recebeu homenagem com o Prêmio Ecologia e Ambientalismo, da Câmara Municipal de Campo Grande, em 2007 e ainda a Assembleia Legislativa-MS aprovou a Lei 3.408, de 01 de agosto de 2007, criando o dia 19 de março, como o dia da Polícia Militar Ambiental.

Além das atividades repressivas, a PMA desenvolve projetos de extrema importância na área socioambiental e de Educação Ambiental, tais como: o “Projeto Florestinha e o Núcleo de Educação Ambiental”.

Projeto Florestinha, objetivos e trabalhos desenvolvidos

O Projeto Florestinha é um trabalho social e ambiental desenvolvido pela Polícia Militar Ambiental, o qual trabalha com crianças e adolescentes carentes de 07 a 16 anos, tirando-lhes das ruas, ou não permitindo que eles caíssem nelas, dando-lhes a chance de ter uma profissão e ensinando-lhes a serem cidadãos com sensibilidade ambiental. O projeto iniciou-se em 23 de novembro de 1992, no município de Campo Grande-MS com 50 crianças, em instalações localizadas em uma reserva ambiental de 180 hectares, no bairro Jardim Presidente, denominada Matas do Segredo.

No início recebeu a denominação de Guarda Florestal Mirim, que em convênio com o PROMOSSUL (Secretaria de Promoção Social do MS) foi possível melhorar o atendimento das crianças. Além das aulas de Educação Ambiental, reforço escolar e treinamentos que eram ministrados por policiais, passaram a receber acompanhamento psicológico, odontológico, reforço alimentar, vale transporte e orientação profissional, que era feita por profissionais da Promossul, sempre em conjunto com os Policiais Ambientais.

Em 2009 foram municipalizadas as ações sociais, passando a ser a parceria no projeto na Capital com a Secretaria Municipal de Ação Social-SAS. Esta Secretaria desenvolve as atribuições a ela pertinentes, ou seja, contribuindo com funcionários da área de Educação e de assistência social, os quais proporcionam às crianças acompanhamento escolar e demais atividades educacionais, além de reforço alimentar. A Polícia Militar Ambiental contribui efetivamente com o aprimoramento do caráter, da disciplina e do senso de responsabilidade das crianças, ministrando-lhes instruções de Moral e Cívica e, especialmente, de Educação Ambiental.

Em 1998, a partir de parcerias com Prefeituras e outros órgãos, a PMA pôde implantá-lo em mais 04 municípios: Corumbá, Três Lagoas, Bataguassu e Bonito, onde foi fundada pela prefeitura, a “Praça do Florestinha” de Bonito, localizada na Avenida principal daquela cidade, onde há uma estátua de bronze de uma criança fardada.

Em 2006, em parcerias com as prefeituras de Jardim e Guia Lopes da Laguna foi possível implantar o projeto nestes municípios e atender mais 100 crianças. Em 2008 foi implantado com 200 crianças em Três Lagoas. Em 2009 foi implantado em Aquidauana e Anastácio, com mais 120 crianças. A ideia é atender 1.000 crianças em todo o Estado e, além de tirá-las das ruas e dar formação social e ambiental, também poder encaminhá-las profissionalmente. Em 2010 foi implantado o projeto em Coxim.

Este projeto é reconhecido pela UNICEF e foi homenageado pela Câmara Municipal de Campo Grande, com o prêmio “Ecologia e Ambientalismo”. Possui grandes resultados alcançados, pois, várias crianças que por ele passaram tornaram-se jornalistas, geógrafos, biólogos, engenheiros e vários outros profissionais que reconhecidamente admitem a influência do projeto no encaminhamento de suas vidas.

O projeto visa, entre outras coisas, a enfrentar o problema da marginalidade e da criminalidade crescente entre os jovens de bairros periféricos, uma vez que eles são expostos a essas mazelas da sociedade. A proposta é de não deixar que os atendidos venham a fazer parte dessas estatísticas. A educação, desenvolvimento artístico e cultural e recreação oferecida aos assistidos constituem as bases do projeto que, além de sociabilidade entre eles, cria também o significado de hierarquia militar e respeito ao próximo.

As crianças utilizam o mesmo fardamento dos policiais militares ambientais, inclusive, em alguns dos projetos são instituídas as promoções como na carreira militar (de Soldado a Coronel), tendo como critérios principais para alcançá-las, as notas escolares, comportamento e antiguidade no Projeto. As promoções são importantes para a autodisciplina. Ou seja, um Oficial não fará nenhuma coisa errada próximo de um patrulheiro de posto inferior.

Desde o ano de 2001, as crianças desenvolvem nas escolas públicas e privadas atividades de Educação Ambiental, por meio do teatro de fantoches, além de se apresentarem nos mais diversos locais e municípios do Estado de Mato Grosso do Sul. Atualmente estão sendo atendidas 500 crianças em 06 municípios.

Educação Ambiental – grande arma da PMA para minimizar os crimes e infrações ambientais.

O Projeto de Educação Ambiental é desenvolvido pelo 15º Batalhão de Polícia Militar Ambiental/MS – BPMA, através do Núcleo de Educação Ambiental-NEAM, que foi criado em 1992, o qual era constituído basicamente por exposição de “banners”, fotografias e um museu com animais empalhados (taxidermizados), além de informações sobre legislações ambientais. O trabalho era praticamente destinado a exposição do material, sendo palestras desenvolvidas esporadicamente.

Desde 1998, o Núcleo de Educação Ambiental – NEAM é itinerante e, além das exposições tem como prioridade a Educação Ambiental nas escolas. Embora a Lei da Política Nacional de Educação Ambiental (Lei Federal 9.795/99) trace como uma das metas a transversalidade do tema, em todos os níveis de ensino, público privado, formal e não formal, a PMA percebeu que isso não está ocorrendo e, as escolas dependem de outras instituições parceiras para conseguir este objetivo. Por esse motivo, A Unidade recebe solicitações diárias das escolas públicas e privadas para desenvolver palestras sobre os diversos temas ambientais e têm sido atendidas diversas escolas no Estado.

Ao perceber que somente palestras não prendiam totalmente a atenção dos alunos para os temas discutidos, o núcleo de Educação Ambiental passou a trabalhar as atividades de Educação Ambiental em forma de oficinas temáticas, versando sobre temas ambientais atuais, dividindo os alunos em grupos, os quais passam pelas oficinas. Sendo elas:

1.Casa da Energia, com palestra sobre economia energia, matriz energética e fontes renováveis…
2.Reciclagem de papel, com palestra sobre os problemas relacionados aos resíduos sólidos… 3.Visitação ao museu de animais e peixes empalhados, com palestra sobre fauna, pesca, atropelamentos de animais silvestres…
4.Montagem artificial do CICLO DA ÁGUA, com palestras relacionadas à temática das águas no planeta…
5.Apresentação do teatro de fantoches, com peças sobre as questões ambientais, como: águas, desmatamentos, incêndios florestais e resíduos sólidos…
6.Plantio de mudas nativas, com palestra sobre flora (Desmatamento, erosão de solos, controle de poluição, assoreamento…), preservação, conservação e uso racional dos recursos hídricos…

Ao final das oficinas, cada aluno recebe um folheto com informações sobre o material trabalhado em cada tema.

A taxidermia nos animais utilizados na oficina do museu de fauna é realizada pelos próprios policiais com animais atropelados e recolhidos pelas equipes de fiscalização nas rodovias, bem como os mortos no Centro de Reabilitação de Animais Silvestres – CRAS.

Os trabalhos de Educação têm sido prioritários para a Polícia Militar Ambiental. O Núcleo de Educação Ambiental atendeu, desde que passou a atuar diretamente em escolas entre 1999 a 2012 um total de 218.267 alunos. Atualmente, atende a uma cidade do interior ao mês, durante o ano letivo. Vale ressaltar, que nas escolas por onde o Núcleo de Educação Ambiental tem passado, vários professores começaram a desenvolver projetos sobre temas ambientais com os alunos.

Todas as 25 Subunidades da PMA no Estado desenvolvem sua missão voltada à Educação Ambiental. Algumas somente com palestras e outras com um NEAM melhor estruturado, a exemplo, a unidade de Dourados com o “Labirinto Ambiental” – labirinto em que as crianças visitam e deparam com os ambientes montados com os problemas ambientais atuais e, Corumbá com o teatro de fantoches e palestras.

A PMA investe em Educação Ambiental, por entender a necessidade de formar multiplicadores na busca da tão esperada transversalidade do tema Educação Ambiental, pois sabe que a prevenção por meio da Educação Ambiental é o caminho para a proteção dos recursos naturais em todo o mundo. Nas escolas, a difusão das ideias é mais fluente e rápida, pois se quer mudar cultura, faz-se por meio das crianças e adolescentes. O resultado virá em um futuro próximo, pois essas crianças e adolescentes estarão em pouco tempo comandando os mais altos postos da Política Estadual, Federal e de outros poderes, ou se não, poderão ser simplesmente os cidadãos que conservarão os recursos naturais, sabedores da importância destes recursos para a vida no planeta.

Só por meio da Educação Ambiental as infrações e crimes ambientais diminuirão. A repressão sempre será necessária em virtude da ganância humana, mas com este trabalho a necessidade de reprimir será sempre menor e consequentemente a geração atual e futura desfrutará de um meio ambiente equilibrado e melhor qualidade de vida.

Além de tudo isso, são desenvolvidas informações sobre legislação ambiental, abrangendo todos os níveis escolares, principalmente à população em geral, em especial, os turistas, como a Campanha de informação sobre a legislação de pesca realizada neste ano, a partir da abertura da pesca no dia 1º de março, com distribuição do Manual do Pescado, em parceria com a EDP – Energias do Brasil, Fundação de Cultura e Comunicação do Governo do Estado, bem como informações no site do Batalhão (www.pma.ms.gov.br).

Realidade Atual

A Polícia Militar Ambiental (PMA) possui 360 homens distribuídos em 25 subunidades, sediadas em 18 municípios, responsáveis pela fiscalização ambiental de toda a extensão do Estado que é 357.124,96 km², sendo 86.260 só de Pantanal. A fiscalização preventiva tem sido prioridade. São várias equipes de todas as subunidades desenvolvendo fiscalização nos rios e em propriedades rurais, levando também conhecimento, informação e discutindo problemas com a população, no intuito de conservar o maior recurso de Mato Grosso do Sul, que são os recursos naturais. Infelizmente, a repressão ainda é necessária e a PMA, por meio de convênio administrativo com o órgão ambiental Estadual (SEMAC-IMASUL), tem confeccionado em média 1.200 autos de infrações por ano.

Todo este trabalho repressivo e preventivo tem resultado na diminuição dos diversos crimes ambientais. Por exemplo, após a diminuição da caça ao jacaré, a PMA dedicou-se a combater a pesca predatória, entre outros crimes, e, em 1988 chegou-se a apreender 120 toneladas de pescado, sendo que atualmente, as apreensões não passam de 6 toneladas.

A PMA tem utilizado na fiscalização, tecnologia e inteligência para superar deficiências de recursos humanos e materiais, até porque, com a grande extensão territorial do Estado, suprir essas deficiências seria praticamente impossível. Um exemplo é o que tem ocorrido no período de piracema. São montados Postos Avançados, fixos, nas principais cachoeiras e corredeiras nos rios do Estado e da União, perfazendo um total de 10 postos. Esses locais são pontos cruciais para a fiscalização, pois quando os cardumes ali chegam, os pescadores inescrupulosos retiram facilmente grandes quantidades de peixes, fazendo uso de petrechos proibidos de malha (redes e tarrafas). Em piracema, o importante é monitorar e fiscalizar os locais onde estão os cardumes.

Com este esquema evitam-se gastos excessivos com combustível, subindo e descendo rios, muitas vezes sem efetividade. Com esta forma de trabalho, as apreensões que chegavam a 6 toneladas de pescado por piracema, caíram para média de 02 toneladas, evitando-se assim, a depredação dos cardumes e preservando os recursos pesqueiros do Estado, fonte de geração de emprego e renda. Prova de que a estratégia adotada está correta é que os números relativos às apreensões de pescado continuam sendo reduzidos a cada piracema. Na penúltima, foram apenas 984 kg e na última (2011-2012) e 667 na última (2012-2013).

Outra preocupação é com a qualidade do trabalho prestado, pela formação e atualização dos policiais. Todos os policiais passam por cursos constantes, no Centro de Treinamento – Salto do Pirapó, localizado marginalmente ao rio Amambaí, no município de Amambaí. Lá são treinados, entre outras coisas, na utilização de GPS para medir áreas de desmatamentos e incêndios florestais e utilizar imagens de satélites para subsidiar os autos de infrações nestes casos. Treinam e se atualizam quanto a legislação ambiental, bem como Manejo e Captura de Fauna, além de atuação em todos os crimes contra a flora. Os treinamentos são constantes, visto que, a legislação ambiental é bastante complexa e as tecnologias para facilitar os trabalhos surgem de forma expressiva e rápida.

A meta da PMA é utilizar toda essa estrutura para chegar antes que o crime ocorra – prevenir. Esse é o objetivo da fiscalização ambiental, chegar antes que a degradação aconteça. Mas, quando não é possível, a PMA está preparada para reprimir. Prender, multar e fazer tudo que couber na legislação contra os degradadores do nosso bem maior que é o meio ambiente saudável. Em razão disso, a PMA do Estado tem sido referência para forças policiais de outros estados.

A PMA também tem eficiência reconhecida nos trabalhos de combate aos desmatamentos ilegais, incêndios florestais, extração irregular de madeira, carvoarias e transporte de carvão irregulares, caça, erosão, tráfico de animais silvestres, atividades potencialmente poluidoras, outros crimes ambientais e também crime de natureza comum, como o tráfico de drogas, contrabando e outros. Além disso, há 25 anos exerce a captura de animais silvestres nos centros urbanos, evitando perigo para a população e para os animais. Só em Campo Grande, são capturados em média 5 animais por dia.

O reconhecimento da população aos trabalhos da PMA é demonstrado pelo nível de confiança na instituição, quando passa a realizar mais denúncias e, além disso, procura a Unidade Ambiental para todas as questões ambientais, não só no âmbito da repressão, mas para discutir o planejamento das ações ambientais no Estado.

Atualmente a PMA tem Doutor, Mestres, Especialistas e graduados nas mais diversas áreas ambientais e participa das discussões e planejamentos sobre recursos hídricos (câmara técnica), recursos pesqueiros (CONPESCA), Educação Ambiental (CIEA – Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental) e recursos florestais. Ainda é consultada por ONGs e outros órgãos públicos para parcerias em projetos de natureza de conservação ambiental. O Comando da PMA acredita que a qualificação dos policiais leva ao melhor desenvolvimento nos trabalhos de proteção ambiental.

Veja no anexo a Programação alusiva aos 26 anos da PMA


No dia 19 de março, foi criada a Polícia Militar Florestal, com 80 policiais, em Corumbá (MS), cujo objetivo principal era o combate à caça ao jacaré do Pantanal, crime ambiental amplamente divulgado pela mídia, que colocava em dúvida o poder do Estado em manter a ordem no que se referia aos crimes ambientais, praticados pelos chamados “coureiros”. No combate aos coureiros travou-se uma verdadeira guerra no pantanal, com perdas de vidas de ambos os lados. A batalha foi vencida ainda na década de 80 e a Polícia Militar Florestal começa a combater vários outros tipos de crimes contra a flora, fauna, recursos hídricos, pesca predatória.

Na década de 90, a Polícia Militar Florestal encontra na Educação Ambiental, uma ferramenta para prevenir os crimes e infrações ambientais, sensibilizando crianças e adolescentes nas escolas. Palestras e campanhas educativas passam a ser executadas.Oficina de fauna, com animais taxidermizados para discutir com os alunos os problemas relativos à fauna, de forma lúdica, já era utilizada nos trabalhos de Educação Ambiental, bem como a montagem de exposições em eventos.

Com o sucesso na fiscalização ambiental e o respeito angariado, a Polícia Militar Florestal assume de vez a fiscalização, inclusive, na esfera administrativa, por meio de convênios com os órgãos da administração ambiental Federal e Estadual.Ainda na década de 80, o efetivo aumenta, a sede da Companhia estabelece-se na Capital e outras subunidades são criadas em municípios do interior. O foco do problema neste período é a pesca predatória, porém, crimes de desmatamentos e exploração ilegal da flora são combatidos efetivamente.

Em 2000, o nome é alterado de Florestal para Ambiental, mais condizente com os trabalhos executados de fiscalização de toda a questão ambiental e não só florestas. Importante, que a legislação que altera o nome também define como prioritária, as atividades de Educação Ambiental. Em 2002, a Unidade passa a Batalhão, já com 23 Subunidades e, atualmente tem 25 bases operacionais em 21 municípios.Devido a complexidade e amplitude da legislação ambiental, especialmente e capacitação na esfera administrativa, a atualização dos policiais é fundamental. Vários cursos são desenvolvidos anualmente.

Com a responsabilidade de fiscalizar o território do Estado (358.158,8 km²), a PMA passa a atuar na prevenção e repressão com uma visão integrada dos entes ambientais. O ambiente é um complexo, em que uma variável degradada afeta a outra. Dessa forma, não existe infração simples. Infelizmente, os problemas não são poucos, portanto, várias ações preventivas e repressivas são necessárias, bem como de cooperação para recuperação de áreas degradadas.

A fiscalização é exercida nas três esferas. Na parte criminal, os encaminhamentos são realizados às delegacias de polícias Civil e Federal. Na parte administrativa, os autos são encaminhados aos órgãos ambientais para julgamentos das multas aplicadas. Por último, os autos são encaminhados ao Ministério Público para possíveis ações civis públicas de reparação de danos ambientais, ou soluções extrajudiciais dos problemas por meio dos Termos de Ajustamentos de Condutas – TACs.Com a punibilidade maior, os possíveis infratores são dissuadidos do cometimento das infrações e crimes

Mato Grosso do Sul é banhado pelas bacias do Rio Paraguai e Paraná, que possuem vários rios piscosos. A pesca profissional ainda é permitida e a pesca amadora é uma importante atividade econômica, pois movimenta o turismo no Estado. A PMA tem exercido com muita competência a fiscalização relativa à pesca predatória. Para se ter uma ideia, reduziu as apreensões de 120 toneladas anualmente (1988), quando da criação, para cerca de 8 toneladas/ano atualmente. Durante a piracema os cardumes são monitorados  nas cachoeiras e corredeiras, onde eles são vulneráveis.  Nestes locais são montados postos com policiais 24 horas. Com isto, apreendiam-se cerca de 8 toneladas por piracema e atualmente cerca de 1 tonelada.

O desmatamento e demais crimes contra a flora são combatidos e prevenidos intensivamente pela PMA, pois a flora é o equilíbrio dos demais entes ambientais, tais como: recursos hídricos, vida aquática, fauna etc. O combate ao desmatamento, incêndios florestais, carvoarias, exploração ilegal de madeira é feito preventivamente, com visitas às propriedades rurais, madeireiras e outras, passando informações da legislação, Educação Ambiental, bem como por meio da repressão criminal e administrativa, utilizando tecnologias, como imagens de satélites e GPS de última geração, que não deixam margem para dúvidas e possíveis extinção dos autos efetuados, evitando impunidade.

Os crimes contra a fauna são combatidos por meio da prevenção e repressão à caça, ao tráfico e maus-tratos de animais, bem como a manutenção de animais silvestres em cativeiro. A preocupação no Estado é com o “papagaio”, que é o animal mais traficado. Dessa forma concentra-se a fiscalização no período reprodutivo da espécie, de setembro a dezembro, pois o papagaio só interessa enquanto filhote ao traficante, pois assim, pode aprender a imitar a voz humana. MS também é rota de entrada de canários peruanos/chilenos pela Bolívia com destino a região Nordeste e ao Distrito Federal, para utilização principal em rinhas. Outro trabalho que tem sido feito desde sua criação, é a captura  e proteção de animais silvestres nos centros urbanos.

As erosões são outra preocupação da PMA, pois, além da perda do solo, causam assoreamento de rios, prejudicando toda a vida aquática, especialmente a ictiofauna. São causadas por desequilíbrio energético nas bacias hidrográficas, principalmente pelo desmatamento irregular, ou mesmo regular, quando não se efetua a conservação do solo. Além das autuações realizadas em propriedades, a PMA trabalha em cooperação com o Ministério Público Estadual na realização de levantamentos de processos erosivos e notificação dos proprietários rurais para solução extrajudicial, em Ajustamentos de Condutas, visando a recuperação da área degradada. Este trabalho tem surtido efeito na recuperação dos mananciais em vários pontos do Estado.

Educação Ambiental - Missão prioritária da PMA, que é desenvolvida por vários projetos, tais como: o Labirinto Ambiental (Dourados), Núcleo de Educação Ambiental (Campo Grande) e palestras pelas outras Subunidades.Os trabalhos são desenvolvidos de forma lúdica, por meio de oficinas temáticas. O Núcleo de Campo Grande, que já recebeu vários prêmios e homenagens, trabalha com 05 oficinas relativas à fauna (museu com animais e peixes taxidermizados); Montagem do Ciclo da Água; Casa da Energia, Reciclagem de Papel; Plantio de Mudas e Teatro de Fantoches, discutindo com os alunos os temas ambientais. O trabalho é executado por biólogos, turismólogos e Gestor Ambiental, todos com Pós-Graduação em Educação Ambiental. Só o Núcleo de Campo Grande, que também atende o interior, atende em média 20 mil alunos por ano. A Educação Ambiental é a base para a minimização dos problemas ambientais.

Projeto Florestinha - Criado em 23 de novembro de 1992 atende atualmente no Estado 500 crianças carentes, em parcerias com as prefeituras municipais. As crianças recebem reforço alimentar, escolar, praticam esportes e recreação, noções de cidadania e Educação Ambiental, bem como alguns treinamentos cívicos e militares. Participam fardados das atividades e são promovidos, de soldado a coronel, fator que tem influenciado e melhorado a disciplina das crianças, tanto no projeto, como em seus lares e escola. O projeto visa, entre outras coisas, a enfrentar o problema da marginalidade e da criminalidade crescente entre os jovens de bairros periféricos, uma vez que eles são expostos a diversos problemas sociais. A proposta é de não deixar que os atendidos pelo projeto venham a fazer parte dessas estatísticas. Atualmente, as crianças fazem Educação Ambiental em escolas, por meio do teatro de fantoches.

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