28/03/2013 08h58 – Atualizado em 28/03/2013 08h58
Fonte: Assomasul
Aprimorar o projeto de lei que dá as diretrizes para o uso da vinhaça nos canaviais do Estado. Com essa finalidade foi criado um grupo de trabalho na audiência pública realizada na Assembléia Legislativa, na tarde de ontem (27).
A audiência reuniu deputados estaduais, pecuaristas e representantes de instituições do agronegócio, com objetivo de debater os uso desse sub-produto da produção de álcool e açúcar.
Usada como fertilizando do solo, a vinhaça traz vantagens econômicas e ambientais, porém tem sido acusada de promover o crescimento desordenado da mosca do estábulo na região centro-sul do Estado.
Desde o primeiro foco de moscas, há quatro anos, a Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de MS) e Biosul (Associação dos Produtores de Bioenergia de MS) procuraram a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), principal órgão de pesquisa do País. De lá pra cá, vários projetos buscam um método eficaz de controle.
Para o presidente da Comissão de Agroenergia da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul), Luís Alberto Moraes Novaes, a solução deve ter como base informações técnicas-científicas. “A mosca dos estábulos é uma praga agressiva que ocasiona danos à pecuária.
É fácil verificar que a forma mais eficaz de buscar o equilíbrio e posteriormente uma solução está na pesquisa Precisamos de uma solução viável para que não ocorram prejuízos ao meio ambiente, às usinas ou para o produtor rural”, enfatiza Novaes.
A Seprotur ( Secretária de Estado de Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo), Tereza Cristina, concorda com Novaes e informa que estão sendo tomadas providências. “A forma de utilização da vinhaça deve ter solução técnica. A Embrapa avança nos estudos em MS e logo apontará resultados”.
Os pecuaristas dos municípios de Maracaju, Rio Brilhante e Nova Alvorada do Sul retratam que há um surto da mosca dos estábulos nas propriedades próximas aos canaviais.
“O incômodo ocasionado ao gado diminui seu tempo de pastagem, consequentemente a queda de peso do animal e da produção de leite, gerando uma desvalorização de toda a cadeia produtiva”, destacou a produtora rural e presidente do Sindicato Rural de Nova Alvorada do Sul, Telma Menezes de Araújo.
O grupo de trabalho será formado por representante do Sistema Famasul, Seprotur, Embrapa, OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil) e dos produtores rurais.
Também participaram da audiência pública os deputados estaduais Márcio Monteiro, Laerte Tetila, Felipe Orro e Junior Mochi, que discutiram o projeto de lei junto ao presidente da Biosul, Roberto Holanda, presidente da Comissão de Meio Ambiente da OAB/MS, Helena Clara Kaplan.

