02/05/2013 13h16 – Atualizado em 02/05/2013 13h16
Gatilho salarial é ‘falta de assunto’, diz ministro do Trabalho
Fonte: Brasil Atual
São Paulo – O ministro do Trabalho Manoel Dias afirmou hoje (2) que a proposta de um “gatilho salarial” trimestral para recompor supostas perdas inflacionárias dos trabalhadores, feita pelo deputado federal e presidente da Força Sindical Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), não passa de “falta de assunto”. Paulinho, como o sindicalista é conhecido, é do mesmo partido do ministro, que faz parte da base governista da presidenta Dilma Rousseff (PT).
Dias já havia rechaçado a proposta ontem, durante evento de 1º de Maio da própria Força. Hoje voltou a falar sobre o tema após partircipar da cerimônia de posse da nova presidenta da Fundação Jorge Duprat Figueiredo, de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro), Maria Amélia Gomes de Souza Reis, em São Paulo.
“Isto é falta de assunto. Não tem como fazer crítica ao governo. Nós estamos avançando, o país hoje é outro. Nós últimos dez anos os indicadores econômicos e sociais são enormes, são espetaculares”, disse.
Para o ministro, a proposta de Paulinho não faz sentido. “”Isto é falta de assunto. Não tem como fazer crítica ao governo. Nós estamos avançando, o país hoje é outro. Nós últimos dez anos os indicadores econômicos e sociais são enormes, são espetaculares”, disse.
Segundo Dias, nos últimos anos os reajustes de salários e do salário mínimo têm ficado acima da inflação, o que não justificaria adotar uma proposta de gatinho salarial no momento.
“O emprego tá crescendo. No mês de março tivemos o maior crescimento no emprego no governo da presidenta Dilma. Esta proposta, nenhuma das outras centrais defende. É proposta, os trabalhadores têm que propor, mas, quem entende do assunto diz que ela pode ser uma estimuladora (da inflação) e a inflação está sob controle. O governo está muito forte no controle”, disse.
Fundacentro
Dias afirmou que é preciso prestigiar a Fundacentro. “Prestigiar e criar condições. Nós temos aqui, hoje, pesquisa de ponta, que não perdem para nenhum outro lugar do mundo. Precisa ter apoio político e de gestão.
Ele também afirmou que a fundação precisa ser mais conhecida, tanto no Brasil como no exterior. A nova presidenta da fundação afirmou ontem ao tomar posse no cargo que pretende adotar uma política de internacionalização da Fundacentro por meio de convênios e parcerias. Segundo ela
“Vamos nos arriscar, vamos partir para as instituições internacionais que têm interesse nas questões que trabalhamos, que são a saúde e a segurança do trabalhador, e buscar a assinatura de convênios”, disse.
Segundo ela, internamente a intenção é estimular a atuação junto àas universidades de ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ), para fortalecer a Fundacentro como instituição de ciência e qualidade com mais mestrados e cursos de doutoradoestimuar os convênios e parcerias com organismos de outros países.

