21/05/2013 15h54 – Atualizado em 21/05/2013 15h54
Fonte: Redação
Amambai ( MS) – Por muitas vezes não percebemos pessoas que são tão importantes para nossa vida e ecossistema em geral; para muitos eles são invisíveis, não são importantes, são apenas mais um no mundo, buscando seu devido reconhecimento. São so catadores de materiais recicláveis.
Empurrando seu carrinho, o senhor Antônio Felipak, ganha as ruas da cidade crepúsculo lutando contra dificuldades e debilidades físicas, ele se mantém firme para ganhar o pão de cada dia, um trabalho digno como todos, mas muitas vezes não valorizado por muitos da sociedade.
Há aproximadamente seis anos no ramo, seu Antônio realiza um trabalho que muitos não gostam nem de pensar em fazer, ele ajuda o meio ambiente com coletas de papelão e materiais recicláveis, realiza este trabalho mesmo com problemas nas costas e idade avançada.
Felipak é separado, sofre com a ausência da família que mora em Mundo Novo e ele já não os vê há praticamente um ano e meio. Todos os anos ele os visita no final do ano, mas devido não ter conseguido o dinheiro suficiente em 2012 não pode ir vê-los.
Segundo ele, o dinheiro que ele recebe com as vendas do papelão que coleta durante todo dia, muitas vezes não o permite fazer uma refeição digna e, quando á realiza, é apenas uma; se ele almoça, não janta e, se janta, não almoça.
“Quando não tenho dinheiro e estou com muita fome, eu peço comida às pessoas da rua”, diz Antônio Felipak.
A situação que ele vive é preocupante e sub-humana, ele revela que mora em uma casa por caridade, com quatro colegas também coletores. Ele nos explica que a casa estava abandonada sem ligações elétricas e muito menos água.
Ele explica que devido suas debilidades físicas não anda muito e, por isto fica a maior parte do dia nos fundos do Supermercado Master Ki Carne.
Antônio Felipak conta também que o lucro que receberia na segunda-feira (20), dia desta reportagem, não chegaria a R$ 15,00, que é a média recebida todos os dias.
“Toda segunda-feira é uma dificuldade, não tem papelão e não tiro um bom lucro”, explica Felipak.
Mas ele continua a dizer que a equipe do supermercado Ki Carne o ajuda muito, e ele é muito grato, ao apoio que eles os dão todos os dias.
Todos os papelões arrecadados são vendidos no único barracão de reciclagem de Amambai, que fica situado na rua 7 de Setembro, cujo responsável é o senhor Batista.
Um momento conflitante que Antônio enfrentou foi quando pediu roupa na Assistência Social e não puderam lhe ajudar.
O pedido de ajuda de Antônio é para que valorizem o seu trabalho e continuem lhe ajudando com o que podem e principalmente com os papelões.
Falamos com um jovem que é o futuro da nação para saber sua opinião sobre a profissão de coletores de papelões e materiais recicláveis, segundo ele:
Em Amambai são aproximadamente, 8 profissionais responsáveis pela coleta de papelões e materiais de reciclagem rodando a cidade com seus carrinhos.
Reciclagem
A reciclagem é o termo geralmente utilizado para designar o reaproveitamento de materiais beneficiados como matéria-prima para um novo produto. Muitos materiais podem ser reciclados e os exemplos mais comuns são o papel, o vidro, o metal e o plástico. As maiores vantagens da reciclagem são a minimização da utilização de fontes naturais, muitas vezes não renováveis; e a minimização da quantidade de resíduos que necessita de tratamento final, como aterramento, ou incineração.
No Brasil existem os carroceiros ou catadores de papel, que vivem da venda de sucatas, papéis, alumínio e outros materiais recicláveis deixados no lixo. Eles também trabalham na coleta ou na classificação de materiais para a reciclagem. Como é um serviço penoso, pesado e sujo, não tem grande poder atrativo para as fatias mais qualificadas da população.
Assim, para muitas das pessoas que trabalham na reciclagem (em especial os que têm menos educação formal), a reciclagem é uma das únicas alternativas de ganhar o seu sustento.
O manuseio de resíduos deve ser feito de maneira cuidadosa, para evitar a exposição a agentes causadores de doenças.
No Brasil, as prefeituras de sete cidades fornecem serviço de coleta seletiva a 100% das residências. Esses municípios são: Curitiba (PR), Itabira (MG), Londrina (PR), Santo André (SP), Santos (SP) e Goiânia (GO)



