17/06/2013 09h25 – Atualizado em 17/06/2013 09h25
Fonte: Correio do Estado
As eleições suplementares em Bela Vista, Jardim, Caracol e Figueirão, mostram a dificuldade dos partidos escolherem candidatos a prefeito e a vice. As lideranças políticas ficaram sem opções depois da cassação do mandato dos prefeitos eleitos, a impugnação dos candidatos indicados e a renúncia de outros concorrentes. A pouco mais de 20 dias dos eleitores voltarem às urnas, ainda não se sabe quais são os concorrentes definidos. O cenário não é diferente para a sucessão estadual, em 2014. Hoje, apenas três partidos têm nomes para disputarem ao governo do Estado: PMDB, PT e PSDB. Os demais serão coadjuvantes na campanha eleitoral como aliados ou se aventurando com candidatura própria.
O quadro mostra a pobreza de opções de candidatos para a sucessão estadual. O PT só tem o senador Delcídio do Amaral para disputar a eleição. O PMDB não tem também muita alternativa. Ou vai com o ex-prefeito de Campo Grande Nelson Trad Filho ou com a vice-governadora Simone Tebet. Hoje o ex-prefeito leva vantagem sobre Simone na disputa interna do PMDB. O PSDB só tem o deputado federal Reinaldo Azambuja e mais ninguém.
Para 2014, no entanto, a tendência é a polarização de Delcídio, em pré-campanha desde 2007, quando perdeu a eleição para o atual governador André Puccinelli (PMDB), com Trad Filho. Os tucanos deverão correr por fora na sucessão estadual podendo surpreender ou mesmo fracassar. A referência do PSDB é o bom desempenho de Azambuja na disputa pela Prefeitura de Campo Grande, em 2012, quando ficou fora do segundo por pouco mais de 9 mil votos.

