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sábado, 22 de agosto de 2026

Campos: “É impossível me jogar contra Marina”

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09/10/2013 09h40 – Atualizado em 09/10/2013 09h40

Fonte: Brasil 247

Sintonizados. Foi como o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), definiu sua condição com a ex-senadora Marina Silva, em entrevista nesta quarta-feira 9 à rádio CBN. A aliança, selada oficialmente no último sábado, é o “surgimento de um caminho que voltou a animar a política brasileira”, na visão do presidente do PSB. E por isso, diz ele, os “incomodados” tentam atrapalhar “essa construção”. Segundo ele, “é impossível” jogar um contra o outro, como tem acontecido, em sua avaliação.

“Nesse momento, aqueles que estão incomodados com o surgimento de um caminho, de uma aliança que voltou a animar a política brasileira, procuram de todas as formas, até meio desesperadas, tentar atrapalhar essa construção. De algumas maneiras muito precárias e elementares. Uma é imaginar que vai me jogar contra Marina e Marina contra mim, o que é completamente impossível. Quem dá um passo como esse, como nós demos, tem como referência o interesse público, o interesse do País, a necessidade de fazer política”, afirmou.

Inversão de papéis

Diante de especulações de que Campos poderia ceder seu lugar de candidato à presidência da República para Marina Silva, à frente nas pesquisas eleitorais, o governador não confirmou o fato, mas também não descartou. “Nós não vamos ter nenhum problema em decidir chapa em 2014. Está redondamente enganado quem imaginar que existe essa contradição aqui dentro. Pelo contrário, existe uma grande unidade entre o PSB e a Rede, uma grande unidade entre a minha posição e a posição de Marina”, declaro Campos.

Questionado se sua candidatura hoje é inevitável, no sentido de não ter mais volta, o presidente do PSB respondeu: “O que não tem volta é que PSB e Rede vão estar juntos, esse é um caminho sem volta, vão estar sintonizados com o desejo do País de mudar e nós vamos apresentar ao Brasil um caminho”. O presidenciável disse ainda que “se é uma aliança, é porque não somos exatamente a mesma coisa. Mas se existe aliança, é porque temos identidade”.

Sem “urubuzar”

Já Marina Silva, tentando não prejudicar sua imagem com a possibilidade de ser candidata no lugar de Eduardo Campos, declarou ao jornal O Globo que não criou uma aliança com o PSB para “urubuzar” a candidatura do governador pernambucano. “Eu e o Eduardo determinamos para nós mesmo que não queremos contaminar essa discussão com essa historia de lugar de candidaturas. Nós queremos adensar o programa. Estou aqui com esse espírito, não vim aqui para ficar urubuzando a candidatura do Eduardo. E com certeza, se ele tivesse alguma desconfiança, que eu estaria fazendo isso, ele não seria besta de ficar”, disse a líder da Rede.

Campos: "É impossível me jogar contra Marina"

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