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domingo, 19 de julho de 2026

Dia do Deficiente Físico – Niko e Fernando, exemplos de superação em Amambai

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10/10/2013 15h15 – Atualizado em 10/10/2013 15h15

Dia do Deficiente Físico – Niko e Fernando são exemplos de superação em Amambai

A Lei nº 2.795, que instituiu o dia, foi promulgada em 15 de abril de 1981 pelo governo de São Paulo

Fonte: Da Redação com informações do Portal Brasil

A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), por meio da Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, registrou a comemoração, nesta quinta-feira (11), do Dia da Deficiência Física. Segundo dados do Censo de 2010, o Brasil possui atualmente mais de 45 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência, o que representa 23,92% da população. Deste total, mais de 13 milhões são deficientes físicos.

Na Inclusão Social, a principal conquista foi à alteração da legislação, que passou a permitir a suspensão do BPC na ocasião de contratação do beneficiário e retorno automático após a saída do emprego, além do acúmulo do benefício com a renda do aprendiz (Lei Nº 12.470, de 31 de agosto de 2011 e Decreto Nº 7.617, de 17 de novembro de 2011).

Conforme o Artigo um da Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência, ratificada pelo Brasil em 2008, pessoas com deficiência são aquelas que têm impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir a participação plena e efetiva na sociedade em igualdades de condições com as demais pessoas.

Segundo Ademir André Lupatini, o Tio Niko, em Amambai existem mais de 100 cadeirantes e apenas 37 cadeiras elétricas, o que impossibilita a maioria dos deficientes transitarem pelo município. “Antes eu ficava deitado o dia todo, vegetando, agora eu passo o tempo vivendo”, conta Niko.

Ele e Fernando Brum, empresário da área de artes visuais do município, são cadeirantes que adquiriram duas motos Biga, triciclos adaptados para deficientes que chegam a velocidade de 85 km/h. Eles participam do Moto Clube American Sem Fronteiras, como conselheiros fiscais e motociclistas.

Niko conta que nunca havia andado de moto e quando ganhou a sua em janeiro, de seu irmão e sobrinho, aprendeu a andar no mesmo dia. “Moto para mim é tudo, tudo que eu tenho que fazer na cidade é com ela, se tornou minhas pernas, é um jeito mais rápido e mais acessível de fazer minhas coisas”, explica Tio Niko, que afirma ter várias coisas para fazer durante a tarde e toda essa correria na rua é feita com sua moto.

Ao contrário dele, Fernando Brum já era motoqueiro e foi assim que perdeu o movimento de suas pernas, quando um carro bateu na traseira de sua moto na estrada entre Amambai e Ponta Porã. Ele conta que não tem nenhum trauma e por isso pode guiar sem maiores problemas sua Biga. “Antes era tudo muito complicado, para tudo eu dependia da cadeira, a moto é uma mão na roda, deixa tudo mais rápido”, explica Fernando Brum.

Quando Niko e Fernando são questionados sobre seus maiores sonhos, os dois estão convictos sobre a mesma coisa: “Um triciclo grande”. Eles explicam que os motores de suas motos são fracos e querem algo que seja ainda mais veloz e espaçoso.

Sobre o Moto Clube, na companhia do qual já fizeram diversas viagens, eles contam que se consideram as figurinhas: “O American não é apenas um moto clube, ele é aberto para todos, ele é sem fronteiras”, conta Fernando Brum.

Tio Niko e Fernando Brum são as

Tio Niko junto a amigos do moto clube.

Fernando Brum guiando sua Biga pela estrada.

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