21/11/2013 08h47 – Atualizado em 21/11/2013 08h47
Movimentos sociais de MS vão ao MPF denunciar suposto leilão para formação de milícias
Fonte: Fetems
No início da tarde desta quarta-feira (20), representantes dos movimentos sociais e sindicais de Mato Grosso do Sul, organizados por um Fórum, estiveram na sede do Ministério Público Federal de Campo Grande, protocolando uma espécie de dossiê, que solicita o cancelamento imediato de um leilão que foi anunciado pela imprensa, onde fazendeiros pretendem arrecadar recursos para formação de milícias, que devem agir nas áreas de confronto de terra no Estado.
As entidades acreditam que a segurança tem que ser feita pela polícia e pedem que o governo Federal resolva o impasse que ocorre em Mato Grosso do Sul. Entre as atitudes que evidenciam a estratégia dos fazendeiros, eles citam a realização de um leilão, onde R$ 600 mil reais foram arrecadados para financiar a contratação de seguranças, entre outros custos, e a ocupação do prédio da Funai (Fundação Nacional do Índio), na Capital, na manhã desta terça-feira (19), onde uma ex-proprietária rural desejou abertamente que os índios morressem.
De acordo com o presidente da FETEMS (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), Roberto Magno Botareli Cesar, a solicitação ao MPF é para que o órgão acione a Polícia Federal e o poder judiciário para que estes tomem providências de cautela e de repressão necessárias, para evitar que haja uma guerra em Mato Grosso do Sul, um derramamento de sangue inocente. “Solicitamos que o leilão anunciado seja cancelado, pois sabemos que isso resultará em violência, mortes e o caminho para se resolver os conflitos de terra em MS não é esse com certeza”, afirma.
A intenção era de que o documento fosse entregue ao procurador da República, Emerson Kalil Siqueira, porém o documento foi colhido por outro procurador, que preferiu não ter o nome revelado. Apenas disse que recebeu o documento em respeito aos movimentos sociais e que outro procurador deveria receber a documentação.
Entre as entidades que assinam o documento estão além da FETEMS, a CUT (Central Única dos Trabalhadores), o MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra), o CDDH (Centro de Defesa dos Direitos Humanos) Marçal de Souza e mais 86 sindicatos e movimentos sociais de todo o Estado.
ACESSE O DOCUMENTO ENTREGUE AO MPF AQUI



