21/11/2013 08h59 – Atualizado em 21/11/2013 08h59
Fonte: Da Redação com informações da Assessoria
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) deu início nesta semana à campanha “10 minutos contra a dengue” em parceria com o Estado, buscando incentivar a população para a diminuição dos focos da dengue no município de Amambai. O controle de vetores estará intensificando as ações de vigilância, prevenção e controle da dengue.
Segundo informações do controle de vetores, coordenado por Eurides Robaldo Dutra, no segundo semestre de 2013, entre julho e o momento atual, apenas 11 notificações foram realizadas, que aguardam a resposta dos testes. As notificações não são de apenas um local e se encontram entre as vilas Nossa Senhora Aparecida e Guape.
As notificações tiveram início no final do mês de outubro. A equipe explica que a alta incidência de chuvas que acontece nesta época é um fator que pode alavancar esse número. “Nenhum lugar está mais apto a dengue, todos têm a mesma chance de receber casos, tudo depende do morador”, explica Eurides.
No momento em que a notificação é feita, mesmo sem a comprovação da suspeita ser positiva ou não, são realizadas ações de combate, como o bloqueio por inseticidas que mata o mosquito e evitará novos casos.
Durante o primeiro semestre do ano, de janeiro a julho, 516 notificações foram apresentadas e, dentre elas, 332 foram positivas, mas nenhum óbito veio a ocorrer. Eurides explica que, com a notificação, a indicação é que a pessoa seja encaminhada a uma clínica e receba os cuidados necessários.
“O combate a dengue não para, é algo rotineiro, sempre fazemos palestras em escolas, trabalhos conjunto aos agentes da saúde. É um trabalho educativo, não é apenas o agente, mas o morador, é necessário fazer vistoria diária em sua moradia”, conta o coordenador. Ele acrescenta: “Nós realizamos ainda cuidados que outros municípios não tomam, como levar o paciente até outra cidade para exames e outras medidas, que nos fazem evitar casos piores”.
As respostas das suspeitas notificadas vem de Campo Grande com exames realizados pelo Laboratório Central e chegam em cerca de 40 dias, devido à alta demanda de quase todo o Estado.
“Sem casos confirmados até o momento, apesar de este ser um momento crítico devido às chuvas, a população precisa estar atenta. Iniciaremos esta campanha com um mutirão permanente, intensificando as visitas para combater os focos da dengue”, conclui o secretário de Saúde, Pedro Humberto Fernandes Alves.
Precaução
O secretário de serviços urbanos, Vilmar Cubas, orienta a população para que atente com os cuidados nesta época do ano, onde há um maior risco de proliferação da dengue. A limpeza deve ser frequente nos terrenos.
O secretário lembra ainda que a poda das árvores deve, preferencialmente, ser feita na época em que o Programa Minha Cidade é Dez retornar à vila, para assim fazer a retirada dos galhos.
“É importante que cada um cuide de seu terreno, corte a grama, limpe seu quintal, para que assim, se tenha um ar mais arejado, com segurança para as crianças e adultos, afinal, muitos animais peçonhentos aparecem nessa época e a grama alta favorece uma camuflagem para eles”, orienta Vilmar Cubas.
O poder público, por meio da secretaria de Saúde, está realizando os trabalhos de prevenção, mas a atenção e o cuidado de cada um são essenciais para que Amambai fique livre da dengue.
LIRAa
De acordo com o último Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), em 2013, foram notificados 1.476.917 casos suspeitos de dengue – aumento de 54,6% em relação a 2010. No total, 157 municípios estão em situação de risco para dengue, e 525 estão em alerta.
O Nordeste tem maior parte dos municípios em situação de risco para dengue. A região Sudeste tem maior número de casos de dengue, sendo responsável por 63,4% dos casos. Ainda de acordo com o levantamento, 37, 5% dos depósitos do mosquito são em água armazenada e 36,4% em lixo. Maioria dos depósitos está em domicílios na região Sudeste, enquanto no Centro-Oeste lixo é o responsável pela maior parte do acúmulo de aedes aegypti.
Sintomas
Com a proximidade da quadra chuvosa, é importante redobrar a atenção aos sintomas da dengue. Febre, dor de cabeça, dor nos olhos, dores nas costas, manchas no corpo e, em alguns casos, pequenas hemorragias na boca, urina ou no nariz, são sintomas de dengue. A doença pode se manifestar de formas diferentes, mas o tratamento para ela tem um item básico: a hidratação. A dengue remove parte do líquido dos vasos sanguíneos e compromete a circulação do sangue. Por isso, a água é fundamental no tratamento, repondo o líquido que foi perdido.
Cuidados
Aos primeiros sintomas da dengue (febre, dor de cabeça, dores nas articulações e no fundo dos olhos), a recomendação é que a pessoa procure o serviço de saúde mais próximo. É fundamental não tomar remédio por conta própria – pois isso pode mascarar sintomas e dificultar o diagnóstico – devendo ainda estar alerta para sinais de agravamento, como vômitos e dores abdominais.
Outros sintomas
Além dos sintomas mais comuns, a dengue pode se manifestar com dores abdominais fortes e contínuas, vômitos, tonturas, alterações na pressão arterial, fígado e baço dolorosos, vômitos hemorrágicos ou presença de sangue nas fezes, pulso rápido, diminuição súbita da temperatura, agitação, fraqueza e desconforto respiratório.
Dengue hemorrágica
Existe uma forma mais grave da doença, a dengue hemorrágica. A ocorrência da forma mais grave acontece, na maioria das vezes, quando a pessoa já foi infectada anteriormente por um tipo diferente do vírus. Existem quatro tipos de dengue no Brasil e no mundo. O vírus causador da doença possui quatro sorotipos: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4. A dengue pode se apresentar, clinicamente, como infecção inaparente, dengue clássica, febre hemorrágica da dengue e síndrome de choque da dengue.
Prevenção
Para evitar a picada do mosquito, o uso de repelente é eficiente, pelo menos, três vezes ao dia, telas na janela e mosquiteiros também ajudam. O mosquito se reproduz em ambientes que contêm água parada e limpa. Seus ovos podem sobreviver até um ano em ambiente seco e esperam a estação seguinte de chuvas para formar novas larvas e multiplicar os mosquitos.
A melhor forma de prevenir é combater o mosquito transmissor retirando possíveis criadores como pneus em áreas abertas, que podem reter água da chuva; colocando areia ao invés de água nos pratinhos de plantas; limpando sempre vasos sanitários pouco usados, vasilhames de água de animais domésticos, caixas de água e piscinas.






