13/12/2013 15h01 – Atualizado em 13/12/2013 15h01
Fonte: Da Redação
No ano de 2013, cinco casos de leishmaniose, doença causada por parasita que pode atingir animais e humanos, foram notificados no município de Amambai. Dentre eles, dois foram encontrados em humanos nas reservas indígenas e os outros três em cachorros do município.
A leishmaniose é transmitida por insetos hematófagos (que se alimentam de sangue) conhecidos como flebótomos ou flebotomíneos, estes que medem de 2 a 3 milímetros. As fontes de infecção das leishmanioses são, principalmente, os animais silvestres e os insetos flebotomíneos que abrigam o parasita em seu tubo digestivo, porém, o hospedeiro também pode ser o cão doméstico.
O Controle de Vetores, responsável pelo diagnóstico e prevenção desta doença, afirma que os casos notificados que receberam uma resposta positiva não geram uma epidemia. No município, já existe um teste rápido que distingue a doença com 99,9% de certeza.
Em Amambai
Os casos humanos, que foram detectados nas aldeias, são do tipo tegumentar, que apresentam como sintoma a aparição de uma pequena pápula avermelhada que vai aumentando de tamanho até formar uma ferida recoberta por crosta ou secreção purulenta. Segundo um dos profissionais que realiza o controle, Leonildo Costa, indígenas transitam por diversos locais, inclusive no meio de florestas, o que gera a maior suscetibilidade de casos.
Ele conta ainda que os casos são detectados tarde demais, porque as pessoas não se importam com os sintomas nem comunicam aos agentes de saúde da aldeia.
Já os três casos em animais, são do tipo visceral, que apresenta sintomas como febre irregular, prolongada; anemia; indisposição; palidez da pele e ou das mucosas; falta de apetite; perda de peso; inchaço do abdômen devido ao aumento do fígado e do baço.
Nos animais, ela se reflete apenas no inchaço e deve ser levado ou a eutanásia ou a utilização de medicamentos, ficando a critério do proprietário.
Armadilhas
Neste ano, o Controle de Vetores colocou em pontos distintos, considerados como possíveis focos, armadilhas para que os mosquitos fossem capturados. Nenhuma delas alcançou sua meta.
As armadilhas são colocadas em locais aptos a terem focos de mosquitos e deixados por um tempo de três dias. Atraídos pela luz, o mosquito se aproxima da armadilha e quando entra é mantido dentro por um mini ventilador.
Para o ano de 2014, a meta é colocar em todos os pontos da cidade, prevenindo uma epidemia.
O que é Leishmaniose?
Doença infecciosa, porém, não contagiosa, causada por parasitas do gênero Leishmania. Os parasitas vivem e se multiplicam no interior das células que fazem parte do sistema de defesa do indivíduo, chamadas macrófagos. Há dois tipos de leishmaniose: leishmaniose tegumentar ou cutânea e a leishmaniose visceral ou calazar. A leishmaniose tegumentar caracteriza-se por feridas na pele que se localizam com maior frequência nas partes descobertas do corpo. Tardiamente, podem surgir feridas nas mucosas do nariz, da boca e da garganta. Essa forma de leishmaniose é conhecida como “ferida brava”. A leishmaniose visceral é uma doença sistêmica, pois, acomete vários órgãos internos, principalmente o fígado, o baço e a medula óssea. Esse tipo de leishmaniose acomete essencialmente crianças de até dez anos; após esta idade se torna menos frequente. É uma doença de evolução longa, podendo durar alguns meses ou até ultrapassar o período de um ano.
Prevenção
• Evitar construir casas e acampamentos em áreas muito próximas à mata
• Fazer dedetização, quando indicada pelas autoridades de saúde
• Evitar banhos de rio ou de igarapé, localizado perto da mata
• Utilizar repelentes na pele, quando estiver em matas de áreas onde há a doença
• Usar mosquiteiros para dormir
• Usar telas protetoras em janelas e portas
• Eliminar cães com diagnóstico positivo para leishmaniose visceral, para evitar o aparecimento de casos humanos.




