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quinta-feira, 26 de março de 2026

Algodão transgênico não traz risco para outras variedades

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24/01/2014 08h52 – Atualizado em 24/01/2014 08h52

Fonte: Famasul

De acordo com o órgão responsável pela biossegurança no Brasil, a produção comercial de algodão transgênico não representa risco para outras variedades da planta. Baseado nesse parecer da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), o Ministério da Agricultura liberou na semana passada o cultivo de algodão geneticamente modificado no Tocantins.

Subsidiada por estudos da Embrapa e avaliações independentes, o parecer aponta que, desde a instituição da Zona de Exclusão Algodoeira (2005), nunca foi observado fluxo gênico (cruzamento) entre o algodão nativo ou domesticado e as variedades convencionais já plantadas no Tocantins. A informação foi divulgada pelo Conselho de Informações sobre Biontecnologia (CIB).

“No caso do Tocantins, o Gossypium barbadense L. é a espécie de algodão mais comum. Originária do Peru, chegou ao Brasil por meio dos povos pré-colombianos. Foi utilizada na produção de tecelagens artesanais pelos índios brasileiros e adotada pelos portugueses, posteriormente, para o mesmo fim. Atualmente essa variedade não é encontrada em ambientes naturais no Tocantins, sendo mantida basicamente como erva de quintal”, explica o CIB.

Com essa liberação – que tem custo de produção até 20% menor em relação ao algodão convencional –, os produtores do Tocantins já preveem expansão da cultura. A estimativa da Secretaria de Agricultura do Tocantins (Seagro) prevê aumento da área plantada dos atuais 6 mil para 40 mil hectares já na safra 2014/15.

“Se ocorrer no Tocantins o mesmo que aconteceu na Bahia e no Mato Grosso, o algodão transgênico deve se tornar uma alternativa para a segunda safra, podendo ocupar até 10% da área atual de soja”, afirmou Jaime Café, ex-secretário de agricultura do estado. O parecer da Comissão mantém ainda as Zonas de Exclusão Algodoeira nos demais estados da Região Norte, no norte do Mato Grosso, no Pantanal e em áreas do semiárido nordestino, instituídas em 2005.

De acordo com o órgão responsável pela biossegurança no Brasil, a produção comercial de algodão transgênico não representa risco para outras variedades da planta

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