30/01/2014 14h15 – Atualizado em 30/01/2014 14h15
Relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento afirma que os níveis de desigualdade atingiram patamares altos; outra metade da renda mundial é dividida entre 92% da população
Fonte: Rádio ONU
Um relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud, revela que os níveis de desigualdade continuam altos nos países em desenvolvimento.
O documento, lançado nesta quarta-feira em Nova York, sugere uma série de políticas abrangentes para combater o problema.
Paradoxos
Segundo o Pnud, 8% dos cidadãos mais ricos do mundo concentram metade da renda global. Os restantes 92% têm que repartir a outra metade.
A chefe do Pnud, Helen Clark, afirmou que a desigualdade “grande e persistente” no meio de tanta riqueza é um dos paradoxos dos tempos atuais
Ela lembrou que nas últimas décadas, os níveis de pobreza baixaram em várias regiões do mundo, e que mercados emergentes registraram um crescimento jamais visto.
Oportunidades
Clark afirmou que em muitos países, a riqueza e as desigualdades de renda atingiram novos picos impedindo a realização dos esforços para aumentar oportunidades a todos.
A subida dessas desigualdades também diminui a chance dos cidadãos de terem influência sobre decisões políticas. Para a chefe do Pnud, não é uma surpresa que em muitas partes do mundo, as pessoas estejam saindo às ruas para exigir mudanças.
Helen Clark lembrou que o aumento da desigualdade atrapalha o crescimento econômico, especialmente aquele que ajuda a reduzir a pobreza e a promover mobilidade social.
Tensões
Uma outra consequência da desigualdade são as tensões sociais e políticas que podem resultar em conflito e instabilidade.
Para o Pnud, os países precisam gerar crescimento inclusivo com o objetivo de combater a desigualdade. Além disso, os governos têm que tomar providências contra medidas que resultam de preconceitos e discriminações, que segundo Clark perpetuam a exclusão social.
Helen Clark encerrou o prefácio do relatório afirmando que o objetivo do levantamento é ajudar cidadãos, legisladores e agentes do desenvolvimento a iniciar os debates em seus países sobre as causas da desigualdade e como o problema pode ser reduzido.

