11/02/2014 08h08 – Atualizado em 11/02/2014 08h08
Fonte: Brasil de Fato
Dezenas de manifestantes defensores dos direitos dos homossexuais foram nesta segunda-feira (10), ao Alto Comissariado de Uganda em Nairobi, capital do Quênia, para protestar contra a lei antigay em ugandense.
O projeto de lei, que ainda necessita ser aprovado pelo presidente Yoweri Museveni, criminaliza a relação homossexual em Uganda, podendo até condenar gays, lésbicas, bissexuais, transexuais e transgêneros a prisão perpétua se forem reincidentes.
No final do ano passado, presidenta do Parlamento Rebecca Kadaga declarou que a lei era “um presente de Natal” ao povo ugandense. O projeto original, de 2009, previa a pena de morta para os gays, mas a possibilidade foi retirada por conta de pressão internacional. O presidente norte-americano Barack Obama disse, à época, que o projeto era “odioso”.
No último dia 17 o presidente Yoweri pediu que o Congresso revisasse o projeto, mas causou revolta no país ao se referir aos gays como “pessoas anormais” que não precisam ser encarceradas ou mortas, e declarou que mulheres “viram lésbicas por falta de sexo com homens”.

