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quarta-feira, 25 de março de 2026

Projeto cria alternativa de renda para mulheres indígenas de Amambai

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22/02/2014 19h14 – Atualizado em 22/02/2014 19h14

Fonte: Da Redação

Um projeto de geração de renda está envolvendo um grupo de mulheres moradoras na aldeia Limão Verde, em Amambai. A iniciativa é da AMA – Associação de Mães de Amambai – e está acontecendo desde o segundo semestre de 2013.

Sob a coordenação da presidente da AMA, Lurdes Klein, e das voluntárias da entidade, Doraci Matos e Vilma Selhorst, as mulheres estão produzindo artesanato – tapetes e bijuterias – e bordando panos de prato e tecidos em geral. Elas já confeccionaram dezenas de tapetes, colchas, panos de prato e jogos de cozinha, entre outros materiais.

Damiana de Souza é uma das participantes do grupo. Ela mostra orgulhosa seu trabalho e destaca as bijuterias que tem feito com penas de aves e sementes encontradas na aldeia. “É bom para mim, para minha família (…) nós mostramos nossa cultura”, diz ela. A artesã fala ainda: “Quando eu era pequena minha avó mostrava os colares que ela fazia e dizia que era nossa cultura, era nosso papel”.

A intenção é oferecer uma alternativa de renda e de trabalho e oportunizar a participação delas na renda familiar. A maioria das mulheres são mães, seus maridos trabalham em atividades agrícolas em propriedades de terceiros e seus filhos também participam dos encontros que acontecem duas vezes por semana. “Vou ajudar na renda da minha família”, diz Celina Gonçalves Pavão, que é responsável por seus quatro filhos e dois irmãos pequenos que moram com ela.

Na aldeia Limão Verde, são dois grupos com 15 mulheres cada. A Associação de Mães de Amambai, entidade filantrópica, viabiliza o material necessário – retalhos de tecido e linhas, parte dele é doado por costureiras, malharias e facções da cidade.

Nos encontros, além das mulheres terem informações sobre a atividade, elas também recebem orientações sobre higiene pessoal, saúde e cuidados necessários com a água consumida. Mães e filhos também recebem um lanche durante os encontros.

Vilma Selhorst explica que como os filhos sempre estão presentes, a Associação está também viabilizando atividades recreativas para as crianças. “No momento, estamos precisando de uma pessoa para fazer a recreação com as crianças”, diz Vilma.

A necessidade atual da AMA para prosseguir com o projeto é a viabilização de máquinas de costura para possibilitar a ampliação da produção. O objetivo é comercializar as peças na Casa do Artesão de Amambai e em um local que deve ser construído na aldeia junto à rodovia. A AMA recorre mais uma vez à comunidade amambaiense para que doe as máquinas, que podem ser de segunda mão.

Vou ajudar na renda da minha família”, diz Celina Gonçalves Pavão.

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