26/03/2014 09h52 – Atualizado em 26/03/2014 09h52
Fonte: Rede Brasil Atual
Brasília – Mais uma cidade chinesa, Hangzhou, decidiu limitar seus moradores de comprar automóveis, um luxo até há pouco tempo inacessível, mas que nos últimos três anos se tornou grande objeto de consumo, mas também fonte de poluição e um quebra-cabeças urbano.
A partir de hoje, para tentar melhorar a qualidade do ar e aliviar o trânsito, o governo municipal de Hangzhou restringiu para 80 mil o número de automóveis que podem ser vendidos anualmente na cidade, uma das mais turísticas do país. Oitenta por cento dos novos pedidos serão sorteados e as restantes vão a leilão, com uma base de licitação de 10 mil yuan (cerca de 1.200 euros).
Capital da próspera província de Zhejiang, na costa leste da China, e sede de um município com cerca de 8 milhões de habitantes, Hangzhou é a sexta cidade chinesa a limitar a venda de automóveis, depois de Pequim, Xangai, Cantão, Guiyang e Tianjin.
As autoridades ambientais de Hangzhou estimam que as emissões dos automóveis sejam responsáveis por 39,5% da densidade das partículas PM2.5, que afetam a qualidade do ar na cidade. Há pouco mais de duas décadas, a bicicleta era o único meio de transporte privado a que a maioria das famílias chinesas podia aspirar.
Em 2009, a China tornou-se o maior mercado de automóvel do mundo, ultrapassando os Estados Unidos da América, mas a densidade de veículos – estimada em cerca de 100 para cada mil habitantes – continua a ser muito inferior aos valores dos países mais desenvolvidos.
Apesar das crescentes restrições, em 2013 as vendas de veículos aumentaram 14% e todos os meses, em média, há mais de 1 milhão de novos automóveis nas ruas e estradas chinesas.

