30/03/2014 10h00 – Atualizado em 30/03/2014 10h00
Fonte: Mega Curioso
(Relaxnews)- Precisa perder alguns quilos? Considere mudar de bairro em vez de fazer dieta! Bom, talvez não seja tão simples assim, no entanto, o lugar no qual você mora pode ter influência no seu peso e na sua saúde em geral, de acordo com um novo estudo da Geneva University Hospitals (HUG) e da École Polytechnique Fédérale de Lausanne (EPFL).
As pesquisas revelaram que a escolha da localização tem um efeito no índice de massa corporal (IMC), medida usada para classificar o peso dos indivíduos. Acredita-se que esse efeito seja mais relevante que “as diferenças de renda”. O estudo usou dados coletados durante um período de 10 anos em distritos de Genebra.
Enquanto alguns estudos sugeriram que a situação socioeconômica e as redes sociais podem estar relacionadas à obesidade e a saúde em geral, principalmente com o IMC sendo influenciado pela renda e os círculos sociais, dados de milhares de adultos e crianças que moram em Genebra oferecem uma “interpretação mais sutil”.
Revelações do estudo
Indicadores de saúde de mais de 6.600 adultos, incluindo altura e peso, foram coletados entre 2001 e 2010 como parte do estudo popular Bus Santé, de Idris Guessous, da Geneva University Hospitals. Dados também foram coletados de cerca de 3.600 crianças na idade escolar na região em 2011. A análise dessas informações mostrou que os valores de IMC dos adultos e crianças não estão “espalhados de forma randômica” através no mapa da região. Em vez disso, o mapa foi dividido em regiões com predominância de IMC baixos e elevados, e uma região maior na qual “nenhuma das tendências predomina”.
Os pesquisadores detectaram uma região caracterizada por um índice de massa corporal baixo, ao sul do Rio Reno, enquanto valores mais altos mostraram-se muito presentes ao norte do rio e ao leste do distrito de Praille. Eles também encontraram um cinturão “neutro” com uma população misturada entre os dois mapas.
Devo planejar a mudança?
O estudo revelou que os níveis elevados de IMC não se relacionavam com os das crianças, especialmente no centro da cidade, na parte norte do Rio Reno. Os pesquisadores também concluíram que as diferenças em relação à renda não eram suficientes para explicar os resultados dos adultos. Eles citaram várias outras possíveis causas, tais como o planejamento urbano, as infraestruturas esportivas, as redes sociais e o incentivo do uso de formas mais “suaves” de transporte tais como andar a pé, de bicicleta ou por transporte público.
Os pesquisadores do laboratório de sistemas de informações geográficas da EPFL irão tentar extrair os efeitos que esse e outros fatores têm no IMC. O estudo também destaca a necessidade de uma análise aprofundada sobre a saúde da comunidade com relação à localização geográfica e à idade. Os resultados irão beneficiar principalmente as outras comunidades interessadas em analisar a saúde dos moradores, assim como as que supervisionam as campanhas contra a obesidade. A pesquisa os ajudará a aperfeiçoar as intervenções específicas para adultos e crianças de acordo com o público-alvo.

