30/04/2014 13h34 – Atualizado em 30/04/2014 13h34
Fonte: Correio do Estado
Embora ainda em minoria, as mulheres dobraram sua participação à frente da chefia dos Poderes Executivos municipais do país. O percentual de prefeitas passou de 6% para 12% entre 2001 e 2013.
O homens, no entanto, seguem como a imensa maioria: 88% das 5.570 cidades tinham um mandatário do sexo masculino. Os dados são da Pesquisa de Informações Básicas Municipais, a Munic, divulgada pelo IBGE na manhã de hoje.
“Pode-se afirmar que o aumento [do número de prefeitas] é significativo, mas ainda é bem restrito no país, considerando as quatro gestões [eleições realizadas] nesses 13 anos”, diz o IBGE.
Os Estados com os maiores percentuais de prefeitas são Rio Grande do Norte e Paraíba -21% em cada um. No Acre, não havia nenhuma cidade, em 2013, comandada por uma mulher.
Escolaridade
Quanto à idade média, não há praticamente diferença entre os sexos. Para os prefeitos, era de 48 anos. Já entre as mandatárias do sexo feminino, estava em 47 anos em 2013.
Por outro lado, “ocorreram mudanças significativas” em relação ao nível de instrução dos prefeitos, segundo o IBGE. O percentual de chefes do Executivo municipal com ensino superior completo saltou de 40% em 2001 para 60% em 2013. Na ponta inferior, caiu o total de prefeitos apenas com o fundamental completo -de 28% para 10% no mesmo período.
Para o IBGE, o fenômeno é uma decorrência de dois motivos: maior qualificação dos candidatos e um grau de exigência mais elevada dos eleitores.
Reeleição
Muitos analistas dizem que desde a instauração do instrumento da reeleição, criou-se quase um “referendo” ou uma “confirmação” para um segundo mandato do atual chefe dos Executivos de Estados, municípios e da União.
Tal análise, porém, talvez não aplique no caso das cidades. A taxa de reeleição caiu para 28% em 2012, ano da última eleição para prefeito. O percentual foi de 42% no pleito anterior, de 2008. O dado de 2012 é o mais baixo desde que o IBGE começou a pesquisar essa informação, na eleição de 2000.

