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quarta-feira, 25 de março de 2026

Brasil cai no ranking de competitividade

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22/05/2014 07h44 – Atualizado em 22/05/2014 07h44

Fonte: Famasul

O Brasil perdeu espaço, pelo quarto ano consecutivo, no cenário competitivo internacional, como reflexo da piora da eficiência da economia na­cional. O País caiu três posi­ções no índice de Competiti­vidade Mundial 2014 (World Competitiveness Yearbook), ficando em 54.0 no ranking geral composto por 60 paí­ses, à frente apenas da Eslovênia, Bulgária, Grécia, Ar­gentina, Croácia e Venezue­la. Entre 2010 e 2013, o País saiu da 38ª posição no ran­king para o 51.0 lugar.

Sétima maior economia glo­bal, embora atraia investimen­tos estrangeiros na produção e seja gerador de emprego, o Bra­sil não consegue sustentar seu crescimento, muito em parte atribuído ao seu complexo siste­ma regulatório e legislação tra­balhista, aponta o índice. Os da­dos são do International Institu­te for Management Develop­ment (IMD), uma das princi­pais escolas de negócios no mundo, com sede na Suíça. A Fundação Dom Cabral é a res­ponsável pela pesquisa e coleta de dados no Brasil.

“Os dados deste ano mos­tram que o Brasil não apenas desceu posições no ranking, mas perdeu competitividade pa­ra ele mesmo”, diz Carlos Arru­da, professor da Fundação Dom Cabral, responsável pelos da­dos relacionados ao Brasil.

A competitividade da economia brasileira está sendo afeta­da pelo aumento significativo dos preços e baixa participação do País no comércio internacio­nal (neste quesito, o Brasil fi­cou em 59.a colocação de acor­do com o índice). “O Brasil está perdendo espaço no mercado internacional. A economia do País está muito orientada para dentro (mercado doméstico). Não se pode confundir tama­nho com sustentação de longo prazo”, afirmou Arruda.

Para Fábio Silveira, diretor de pesquisa econômica da consul­toria GO Associados, o País não dá o devido valor a alguns setores considerados cruciais para a estabilidade econômica. Silvei­ra cita nominalmente o agronegócio. “A gente se esquece que depois que se planta o produto precisa chegar ao porto.” Energia. A Infraestrutura defa­sada, que inclui estradas, por­tos, aeroportos e energia, conti­nua sendo um ponto crítico, mostra o índice do IMD. E o cus­to da energia deverá trazer mais impactos negativos ao Brasil, que deverá perder posições no ranking em 2015. “O País está em 51° em custo de energia, com custo médio de US$ 0,18 por quilowatt, enquanto a mé­dia dos outros países fica em US$ 0,12”, disse Arruda.

Segundo ele, o Brasil até está promovendo mudanças para melhorar Infraestrutura, mas o ritmo está lento e os custos são muito altos.

Outro fator que pesa contra o País é a eficiência empresarial. A baixa produtividade é alarman­te. Nesse item, o Brasil fica em 59°, atrás somente da Venezue­la. “O Brasil gera emprego, mas de menor valor agregado, com mão de obra pouco qualificada, fruto de deficiência educacio­nal. Não gera riquezas na mesma proporção”, afirmou Arruda.

De acordo com Silveira, da GO Associados, o País vem de um longo processo de desindustrialização. “Alguns setores mais in­tensivos em mão de obra perde­ram espaço. O mundo ideal seria exportar produtos agrícolas e também produtos industrializa­dos. A alta Carga Tributária e os elevados custos de produção nos empurra para forte risco de contração do PIB industrial.” Entre os Brics, que incluem também Rússia, China, índia e África do Sul, o País também está na lanterna. No ano passado, o Brasil estava à frente da África do Sul. Na comparação com os paí­ses da América Latina, o Brasil é o que apresenta maiores oscila­ções.

Arruda observou ainda que o fato de o Brasil não avançar em fatores macroeconômicos pode significar um problema se o País quiser reverter sua queda no ran­king. “Foram os casos da Grécia e da Argentina. Há dez anos, os argentinos estavam na frente do Brasil, mas foram perdendo espa­ço após sucessões de erros, co­mo congelamento do peso. Na Grécia, país que recebeu uma forte injeção de recursos da União Europeia, também houve erros nos processo de decisão.”

Topo. No topo da lista dos paí­ses competitivos, estão os EUA, Suíça, Cingapura e Hong Kong. O alto desempenho em tecnolo­gia e Infraestrutura, aliado à geração de emprego, refletem a força da economia dos EUA.

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