23/05/2014 16h54 – Atualizado em 23/05/2014 16h54
Fonte: Portal Brasil
O Ministro da Justiça José Eduardo Cardozo e o Ministro da Defesa Celso Amorim concederam, na tarde de hoje, entrevista coletiva sobre a segurança durante a Copa do Mundo de Futebol. Ambos apresentaram as ações de trabalho integrado que serão feitas durante o mundial.
O ministro da Justiça começou seu discurso destacando a preparação feita para a segurança da Copa do Mundo há anos. Para ele, em um País federativo como o Brasil, a busca da integração entre os atores é o mais importante. “Uma atuação de todas as Forças envolvidas como a Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Força Nacional de Segurança Pública e as Formas Armadas é essencial. Além disso, se impunha como necessário uma ampla integração com as polícias estaduais. Ainda em 2011, criamos uma Secretaria Especial de Grandes Eventos justamente com o objetivo de buscar articular todas as forças”, disse.
O Ministro citou exemplos de como estão sendo organizadas as ações em cada estado. “Hoje temos uma total integração na atuação. Temos em cada estado um Centro que é formada por Secretário de Segurança Pública do Estado, Superintende e o comandante das Forças Armadas Local. Isso faz com que as linhas de comando sejam respeitadas e que não sejam quebras tendo um total compartilhamento de ações”, mencionou.
Cardozo reforçou o trabalho feito até o momento e também o legado que fica ao País após as ações. “Foi elaborado um Plano Geral e planos regionais discutidos e repartição de competência entre todas as forças e temos a absoluta convicção que todo esse esforço estrutural será recompensado. Não só por um desempenho histórico, mas também por um legado”, acredita.
Também em forma de legado, o ministro exemplificou os materiais adquiridos. Foram comprados equipamentos a partir da análise de necessidades. O valor total investido que fica como legado é de R$1,9 bilhão. Sendo que R$1,2 bilhão do MJ e R$ 700 milhões da Defesa. “Os maiores investimentos foram nos Centros de Comando e Controle nos estados. Cada cidade-sede terá um centro com a mais moderna tecnologia do mundo. Para que tudo possa ser acompanhado em tempo real e que possibilita acompanhar tudo que acontece na zona prioritária de segurança”, destacou.
Além disso, o ministro ainda deu exemplos das demais aquisições como plataformas de observação elevada, investimentos em inteligência, helicópteros, armamentos de baixa letalidade, desencarcerados para acidentes e equipamentos anti bombas.
Em seguida, o Ministro Celso Amorim teve a palavra e destacou o tempo de preparo para a Copa, a integração entre os responsáveis pela Segurança e as experiências vividas em eventos como a Rio + 20 e a Copa das Confederações. Celso Amorim também explicou os eixos de atuação da Defesa no Mundial. “Há um comando nacional que estreita a coordenação do Comando de Ações Terrestres e de Operações Navais e o Comando de Defesa Aérea. Esse comando nacional se desdobra em doze coordenações de defesa diárias em casa cidade-sede”, explicou. Além disso, existem quatro comando centralizados que dizem respeita a defesa aérea nacional, a fiscalização de explosivos , a segurança e defesa cibernética e a prevenção ao terrorismo.
Amorim ainda citou a eficiência das Forças Armadas em operações recentes. Ele usou como exemplo Operação Ágata 8 que apreendeu 40 toneladas de entorpecentes. Ele ainda citou apreensões feitas pelo Exército de 20 toneladas e explosivos em ações no ano e citou os oficiais disponibilizados para a Copa “Dispomos de 57 mil militares (homens e mulheres), 30 mil distribuídos pelas várias coordenadorias de defesa de área, e ainda um efetivo de reserva com 6 mil homens”, comentou.

