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sexta-feira, 17 de julho de 2026

AMA realiza projeto social e de geração de renda na aldeia Limão Verde

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10/06/2014 20h06 – Atualizado em 10/06/2014 20h06

Fonte: Da Redação

Oferecer alternativas de geração de renda e de trabalho para famílias que vivem em situação de risco social é um dos desafios atuais.

Este é o objetivo do projeto desenvolvido pela AMA – Associação de Mães de Amambai, desde o segundo semestre de 2013, com mulheres moradoras na aldeia Limão Verde, em Amambai.

Sob a coordenação da presidente da AMA, Lurdes Klein, e das voluntárias da entidade, Doraci Matos e Vilma Selhorst, as mulheres estão produzindo artesanato – tapetes e bijuterias – e bordando panos de prato e tecidos em geral. Elas já confeccionaram tapetes, colchas, panos de prato e jogos de cozinha, entre outros materiais. Agora no inverno elas também estão fazendo cachecóis e gorros.

Semanalmente, as voluntárias vão até a aldeia, levam os materiais, doados por malharias de Amambai, e ensinam as técnicas. Além de aprenderem a costura, o bordado e pontos de tricô e crochê, as indígenas recebem orientações sobre higiene pessoal, saúde e cuidados necessários com a água consumida. Mães e filhos também recebem um lanche durante os encontros.

Na última segunda-feira (9), as voluntárias da AMA realizaram também a doação de cobertores para as mães cadastradas no programa.

Cleide Lopes, 23 anos, mãe de quatro filhos, é uma das que participam do projeto. Ela já aprendeu pontos de costura, de bordado e de tricô. “É bom para aprender e fazer depois para a gente ou para vender”, diz Cleide.

A intenção é oferecer uma alternativa de renda e de trabalho e oportunizar a participação delas na renda familiar. A maioria das mulheres são mães, seus maridos trabalham em atividades agrícolas em propriedades de terceiros e seus filhos também participam dos encontros que acontecem duas vezes por semana. Luciana Silva Fernandes tem 21 anos e três filhos. Ela já produziu tapetes feitos com retalhos. “Este trabalho ajuda para fazer as coisas para casa”, diz ela.

Também adolescentes participam da iniciativa. É o caso de Jéssica Gonçalves, de 14 anos. Ela diz orgulhosa que está aprendendo.

No final deste mês, durante a realização do Arraial de Amambai, o grupo de mulheres indígenas estará presente no evento expondo e comercializando seus trabalhos.

Necessidade atual são máquinas de costura

Na aldeia Limão Verde, são dois grupos com 15 mulheres cada. A Associação de Mães de Amambai, entidade filantrópica, viabiliza o material necessário – retalhos de tecido e linhas, parte dele é doado por costureiras, malharias e facções da cidade.

A necessidade atual da AMA para prosseguir com o projeto é a viabilização de máquinas de costura para possibilitar a ampliação da produção. O objetivo é comercializar as peças na Casa do Artesão de Amambai e em um local que deve ser construído na aldeia junto à rodovia. A AMA recorre mais uma vez à comunidade amambaiense para que doe as máquinas, que podem ser de segunda mão.

Semanalmente, as voluntárias vão até a aldeia e ensinam técnicas de costura e bordado e pontos de tricô e crochê.

A presidente da AMA, Lurdes Klein, observa cachecol e gorro produzido por participante do projeto.

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