14/06/2014 15h54 – Atualizado em 14/06/2014 15h54
Fonte: Reuters
Os afegãos voltaram às urnas neste sábado para o segundo turno da eleição que definirá o sucessor do presidente Hamid Karzai num teste decisivo das ambições do Afeganistão para transferir o poder democraticamente pela primeira vez em sua história.
Como a maioria das tropas estrangeiras deixam o país até o fim de 2014, quem assume o lugar de Karzai herdará um país conturbado com a insurgência cada vez mais violenta do Taliban e uma economia prejudicada pela corrupção e um Estado fraco.
A votação coloca o ex-combatente anti-Taliban Abdullah Abdullah contra o ex-economista do Banco Mundial Ashraf Ghani, depois que nenhum deles garantiu os 50 por cento necessários para vencer no primeiro turno, realizado em 5 de abril.
Havia muito menos incidentes de violência do que se temia, e, como no primeiro turno das eleições, houve uma sensação palpável de alívio na capital afegã, com o fechamento das urnas.
Doze milhões de eleitores estavam aptos a votar no país, de desertos varridos pelo vento, na fronteira do Irã com as montanhas de Hindu Kush, com resultados preliminares em 2 de julho.
O processo eleitoral tem sido cheio de acusações de fraude de ambos os candidatos e muitos temem que um desfecho rápido torne menos provável que o perdedor aceite a derrota, possivelmente arrastando o Afeganistão a um arriscado impasse.
Os Taliban tem sido um obstáculo formidável para eleições pacíficas. Os insurgentes, agora no auge de sua ofensiva, alertaram as pessoas a não votar em uma eleição que têm condenado como uma farsa patrocinada pelos Estados Unidos.
Abdullah teve 14 pontos percentuais a mais que Ghani no primeiro turno, com 45 por cento dos votos.

