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quarta-feira, 25 de março de 2026

Alta carga tributária do Brasil dificulta maior relação comercial com Camarões

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24/06/2014 13h36 – Atualizado em 24/06/2014 13h36

Fonte: Canal Rural

Desde o início da Copa do Mundo, o Rural Notícias está mostrando as relações comerciais brasileiras com os adversários que a seleção enfrenta dentro de campo. Hoje é a vez de Camarões. O comércio bilateral entre os dois países ainda é pouco significativo, mas o intercâmbio cultural e as semelhanças com o povo africano criam laços e unem os dois povos.

Em um bar no centro da cidade de São Paulo, Nigéria, Tanzânia e Camarões, países africanos, se reuniram para assistir ao jogo.

– O Brasil é um país simpático, igual Camarões. Camarões também é um país simpático – afirmou o empresário Vitor Macaia.

Já a missionária Éfu Nyaki veio da Tanzânia e se adaptou muito bem por aqui.

– O povo brasileiro tem um espírito muito acolhedor, hospitaleiro, muito bom, que nem o povo tanzaniano, então me encontrei no Brasil – relatou Éfu.

Se Brasil e República de Camarões são próximos na cultura e no futebol, quando o assunto é comércio exterior são poucos os laços que unem os dois países. Camarões aparece apenas como o 103º na lista de parceiros do Brasil. Em 2013, o Brasil importou apenas US$ 6 milhões. As exportações também não foram significativas, somaram US$ 105 milhões, 94% produtos industrializados, principalmente máquinas e equipamentos para indústria.

– Eles têm uma agricultura, produção de grãos muito forte e como são um país onde uma em cada três pessoas vive abaixo da linha da pobreza, então produtos mais caros como carne, açúcar e álcool eles não demandem tanto – explica o economista Pedro Frizo.

Camarões é um importante produtor de cacau e milho, o que faz do país um comprador de máquinas agrícolas. Situação que o Brasil acaba não tirando proveito devido à alta carga tributária do nosso país.

– Camarões, basicamente, é um país que necessita muito da importação de máquinas e equipamentos, produtos industrializados e, talvez, seja por isto que não tenha uma relação tão efetiva com o Brasil. Como nossas máquinas e nossos equipamentos, nossos bens de capital saem daqui muito caros, eles acabam preferindo Estados Unidos, China, França, que são os principais parceiros comerciais. A própria Nigéria, que está ali perto – diz Frizo.

Para o diretor de Promoção Comercial e Investimentos do Itamaraty, Rodrigo Azeredo, a Copa do Mundo pode incentivar mais negócios entre os dois países.

– Esse é o momento de grande divulgação da imagem do país. As transmissões dos jogos vão ser acompanhadas por cerca de um bilhão de pessoas no mundo inteiro. Os países prestam atenção não só no jogo em si, mas gera uma curiosidade natural com relação àquele país. O turismo do evento, o turismo que vem depois e o turismo de negócios. É uma imagem positiva que a gente pode transmitir para os parceiros comerciais – espera Azeredo.

Foto: Assessoria de Imprensa Sistema Famasul

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