06/08/2014 14h26 – Atualizado em 06/08/2014 14h26
Fonte: Rádio ONU
O Conselho de Segurança da ONU condenou os ataques em Sinjar e Tal Afar, na província de Ninewa, no Iraque, pelo grupo Estado Islâmico, anteriormente conhecido como Isil.
O órgão expressou “profunda preocupação” com os “centenas de milhares de iraquianos, muitos de minorias consideradas vulneráveis, especialmente os Yazidis”. Eles foram deslocados pelos ataques do grupo Estado Islâmico e precisam de assistência humanitária urgente.
Minorias
Segundo o Conselho, muitos iraquianos foram forçados a fugir, enquanto outros foram sequestrados e mortos.
O órgão condenou ainda a “perseguição sistemática” de indivíduos de populações minoritárias, incluindo os cristãos, e os que recusam a “ideologia extremista” do Estado Islâmico e grupos armados associados.
Os países-membros do Conselho pediram que comunidades do Iraque se unam para responder, com apoio da comunidade internacional, “a esta violenta ameaça à unidade, identidade e futuro” do país.
Em nota, os membros do Conselho mencionaram ações do Estado Islâmico no Iraque e na Síria e que o grupo representa uma ameaça não só a estes países, mas como à “paz regional, segurança e estabilidade”. O órgão disse também que “ataques sistemáticos contra qualquer população civil por causa de sua etnia, religião ou crença pode constituir crime contra a humanidade”.
Crianças
De acordo com relatos recebidos pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, no Iraque, 40 crianças da minoria Yazidi morreram como consequência direta da violência, deslocamento e desidratação dos últimos dois dias.
Segundo o fundo, famílias que fugiram da área da cidade de Sinjar e arredores, entre elas até 25 mil crianças, precisam de assistência urgente, incluindo água potável e serviços sanitários.
O Unicef pede que crianças recebam a proteção especial concedida sob leis internacionais e que elas e mulheres recebam imediatamente acesso gratuito e seguro a locais de refúgio.
Emergência
O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, começou a distribuição de ajuda de emergência aos milhares de deslocados pela onda de violência na província de Ninewa, no norte do Iraque.
Segundo autoridades do governo regional do Curdistão, 30 mil pessoas fugiram dos combates do último final de semana entre tropas curdas e grupos de oposição armados.
O governo iraquiano afirma que até 200 mil pessoas podem ter fugido de Sinjar e alguns buscaram abrigo na região de montanhas. Equipe do Acnur também relata que cerca de 3 mil iraquianos fugiram da província de Ninewa para a Síria no final de semana.
De acordo com a agência da ONU, a região do Curdistão tem mais de 300 mil deslocados internos do Iraque e 220 mil refugiados sírios.

