23/08/2014 17h47 – Atualizado em 23/08/2014 17h47
Fonte: Rádio ONU
Os membros do Conselho de Segurança condenaram com veemência o assassinato “hediondo e covarde” do jornalista americano James Foley pelo grupo Estado Islâmico do Iraque e do Levante.
Em nota, o órgão disse que este incidente é um “trágico lembrete” dos perigos cada vez maiores que os jornalistas enfrentam todos os dias na Síria. E que demonstra a brutalidade do grupo, responsável por abusos contra sírios e iraquianos.
Condolências
Os integrantes do Conselho de Segurança enviaram condolências à família de Foley, ao governo dos Estados Unidos e às famílias de todas as vítimas do grupo Estado Islâmico. Eles destacaram que o grupo deve ser derrotado.
O órgão também lembrou que de acordo com leis humanitárias internacionais, jornalistas e profissionais de imprensa trabalhando em áreas de conflito armado são geralmente considerados civis e devem ser respeitados e protegidos como tal.
Os integrantes do Conselho pediram a libertação imediata e incondicional de todos os reféns do grupo Estado Islâmico e todos os outros associados com a Al-Qaeda. Eles também destacaram a necessidade de levar os responsáveis pela morte de James Foley e por estes atos de terrorismo à justiça.
O órgão também reafirmou a necessidade de combater ameaças à paz e à segurança internacional e que qualquer ato de terrorismo é criminoso e injustificável.
Iraque
Em nota nesta sexta-feira, o secretário-geral da ONU condenou o ataque em uma mesquita na província de Diyala, que segundo relatos teria matado dezenas de sunitas.
Ban Ki-moon pediu a autoridades iraquianas que garantam que o incidente seja investigado e seus autores responsabilizados.
Ele disse estar “profundamente preocupado” com o impacto que tais atos de violência sectária terão sobre a situação de segurança no país, que já é grave. Ele mencionou também o impacto sobre o processo político que visa a formar um governo unido capaz de enfrentar a ameaça ao Iraque representada pelo grupo Estado Islâmico.
Ban enviou condolências às famílias das vítimas e apelou aos líderes políticos que se unam, peçam a seus eleitores que evitem o sectarismo e deem uma chance ao processo político.

