06/09/2014 08h33 – Atualizado em 06/09/2014 08h33
Fonte: Rádio ONU
Em declaração nesta sexta-feira em Nova York, o secretário-geral da ONU apelou à comunidade internacional que forneça US$ 600 milhões, o equivalente a R$ 1,3 bilhão, para combater o surto de ebola na África Ocidental.
Ele disse que é preciso contribuições amplas de governos, setor privado e outras instituições. Ban Ki-moon também pediu colaboração ao mapa feito pela Organização Mundial da Saúde, OMS. A proposta é conter o ebola em até no máximo nove meses.
Encontro
O chefe da ONU mencionou ter discutido com especialistas e líderes do sistema das Nações Unidas sobre os próximos passos da organização em relação à epidemia. O encontro ocorreu no gabinete de Ban, em Nova York.
O secretário-geral afirmou que a ONU está se mobilizando “de todas as maneiras possíveis”. Ele afirmou que a presença de todos os subsecretários-gerais e da liderança da ONU enviava um chamado internacional de socorro.
Crescimento
Segundo Ban, o número de casos está crescendo rapidamente e com mais velocidade do que a resposta.
Ele alertou que o que começou como uma emergência de saúde pública, está se tornando um desafio socioeconômico. E afirmou ainda que as próximas semanas serão decisivas.
Entendimento
Ban disse ainda que o estigma e boatos podem causar tanto dano quanto o próprio vírus. Ele apelou a companhias aéreas e de navegação que não cancelem voos e viagens aos países afetados.
Ele afirmou que a interrupção destes serviços não vai prevenir a disseminação do ebola, mas vai sim impedir equipes médicas de chegarem às pessoas que mais precisam.
O secretário-geral disse ser “fundamental” lembrar que a doença pode ser evitada e controlada. Ele afirmou que o vírus foi contido no passado em outros locais e que, no momento, também pode ser.
Sucesso
O objetivo é interromper a transmissão do ebola nos países afetados dentro de seis a nove meses e impedir a disseminação internacional do vírus.
O chefe da ONU destacou que isso é apenas possível se a “mobililização urgente e necessária” for feita nos países afetados e pela comunidade internacional.
Ban disse que este é um desafio “grande e grave”, mas que está convencido de que é possível ter sucesso.
O chefe da ONU fez a declaração ao lado da diretora-geral da Organização Mundial da Saúde, Margaret Chan, e do coordenador da organização para o ebola, David Nabarro .

