06/09/2014 11h20 – Atualizado em 06/09/2014 11h20
Fonte: Rádio ONU
A ONU reafirmou sua preocupação com o aumento das execuções em massa no Iraque cometidas pelo grupo Estado Islâmico.
O Escritório dos Direitos Humanos alertou que nas últimas duas semanas foram documentados, pelo menos, 50 assassinatos de civis, incluindo uma criança de três anos.
Crimes contra Humanidade
A porta-voz do órgão, Ravina Shamdasani, afirmou em Genebra que as graves violações dos direitos humanos cometidas no Iraque podem representar crimes contra a humanidade.
O grupo extremista tem como alvo xiitas, minorias religiosas e étnicas, e pessoas que neguem lealdade ao movimento.
Esta semana, a ONU pediu a abertura de uma investigação para apurar o alegado massacre de 1,7 mil militares iraquianos pelo grupo extremista na base militar Speicher, perto de Tikrit.
Novo Governo
O representante especial do secretário-geral para o Iraque, Nickolay Mladenov, pediu aos partidos políticos que finalizem rapidamente as negociações para a formação da nova equipe de governo.
Mladenov afirmou que a comunidade internacional está olhando para o Iraque e pronta para apoiar os novos líderes nos esforços para lidar com os próximos desafios.
Enquanto isso, as operações de ajuda no país entraram numa nova fase. O Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, informou que nos próximos dias 10 aviões de carga vão chegar a Erbil com suprimentos e assistência.
Alojamentos
Uma das maiores preocupações neste momento é com alojamentos. O Iraque tem hoje aproximadamente 1,8 milhão de deslocados internos. Além disso o país abriga 215 mil refugiados sírios.
Já prevendo a aproximação do inverno no hemisfério norte, o Acnur busca enviar tendas, cobertores e colchões para atender as necessidades dessas pessoas. Muitas escolas ainda estão sendo usadas como abrigo para os deslocados.
A agência da ONU anunciou que precisa de uma ajuda financeira adicional de US$ 350 milhões, o equivalente a R$ 840 milhões, para cobrir os gastos com essas operações.

